SEMUSA (SMS) Macaé — Prova 2023
É chamada de gravidez múltipla aquela em que há o desenvolvimento intrauterino de mais de um zigoto ou a divisão de um mesmo zigoto. É possível classificar as gestações múltiplas, de acordo com a zigoticidade, em monozigóticas, aquelas que resultam da divisão de massa embrionária inicial comum, e em polizigóticas, aquelas que resultam da fecundação de mais de um óvulo. Sobre a gravidez gemelar monozigótica, sabe-se que em 30% dos casos ela é dicoriônica e diamniótica. Pode-se afirmar, portanto, que nesses casos a divisão do ovo se deu entre:
Gêmeos monozigóticos dicoriônicos diamnióticos → divisão do zigoto entre 1º e 3º dia.
A corionicidade e amnionicidade em gestações gemelares monozigóticas dependem do momento da divisão do zigoto. A divisão precoce, entre o 1º e o 3º dia pós-fecundação, resulta em gêmeos dicoriônicos e diamnióticos, com placentas e sacos amnióticos separados.
A gravidez gemelar monozigótica, ou de gêmeos idênticos, resulta da divisão de um único zigoto. A corionicidade (número de placentas) e a amnionicidade (número de sacos amnióticos) são determinadas pelo momento em que essa divisão ocorre, sendo fatores cruciais para o prognóstico e manejo da gestação. Cerca de 30% dos gêmeos monozigóticos são dicoriônicos e diamnióticos, o que significa que se dividiram muito precocemente. A fisiopatologia da corionicidade e amnionicidade está diretamente ligada ao estágio de desenvolvimento embrionário no momento da divisão. Se a divisão ocorre nos primeiros 3 dias pós-fecundação (estágio de mórula), antes da formação do córion e âmnio, resultam em dois córios e dois âmnios (dicoriônicos diamnióticos). Se a divisão ocorre entre o 4º e o 8º dia (estágio de blastocisto), haverá um córion e dois âmnios (monocoriônicos diamnióticos). Divisões mais tardias levam a monocoriônicos monoamnióticos ou, em casos extremos, gêmeos unidos. O diagnóstico da corionicidade é fundamental e deve ser feito preferencialmente no primeiro trimestre por ultrassonografia. Gestações dicoriônicas têm menor risco de complicações específicas dos gêmeos do que as monocoriônicas. O manejo inclui monitoramento ultrassonográfico regular para identificar precocemente complicações como restrição de crescimento intrauterino ou síndrome de transfusão feto-fetal, que são mais comuns em gestações monocoriônicas.
A corionicidade é o fator prognóstico mais importante em gestações gemelares, pois determina o risco de complicações específicas, como a Síndrome de Transfusão Feto-Fetal em gestações monocoriônicas.
A corionicidade é melhor determinada por ultrassonografia no primeiro trimestre (entre 11 e 14 semanas), observando o sinal do lambda (dicoriônico) ou o sinal do T (monocoriônico).
Podem ser dicoriônicas diamnióticas (divisão precoce), monocoriônicas diamnióticas (divisão intermediária) ou monocoriônicas monoamnióticas (divisão tardia).
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