FJG - Fundação João Goulart / SMS Rio de Janeiro — Prova 2020
Sobre a incidência de gravidez gemelar é correto afirmar que:
Gemelaridade dizigótica ↑ com idade materna avançada, paridade e uso de tecnologias reprodutivas.
A incidência de gravidez gemelar dizigótica (fraterna) aumenta significativamente com a idade materna avançada, devido a alterações hormonais que levam a uma maior liberação de FSH e, consequentemente, a ovulações múltiplas. Fatores como paridade e tratamentos de fertilidade também influenciam.
A gravidez gemelar é uma condição que desperta grande interesse na obstetrícia, tanto pela sua complexidade quanto pela sua crescente incidência. Existem dois tipos principais: a gemelaridade monozigótica (gêmeos idênticos), que resulta da divisão de um único zigoto, e a dizigótica (gêmeos fraternos), que ocorre pela fertilização de dois óvulos distintos por dois espermatozoides. A incidência da gemelaridade monozigótica é relativamente constante em cerca de 3 a 5 por 1000 nascimentos e não é influenciada por fatores genéticos, raciais ou idade materna. Em contraste, a incidência da gemelaridade dizigótica varia significativamente e é influenciada por diversos fatores. A idade materna avançada é um dos mais importantes, pois mulheres mais velhas tendem a ter níveis mais elevados de FSH, o que pode levar à ovulação de múltiplos óvulos. Outros fatores que aumentam a incidência de gemelaridade dizigótica incluem a paridade (maior número de gestações prévias), história familiar de gêmeos dizigóticos e, de forma marcante, o uso de tecnologias de reprodução assistida, como a fertilização in vitro e a indução da ovulação. Compreender esses fatores é fundamental para o aconselhamento e manejo de gestações múltiplas.
A incidência de gravidez gemelar dizigótica aumenta com a idade materna avançada, maior paridade, história familiar de gemelaridade dizigótica e o uso de tecnologias de reprodução assistida.
Não, a gravidez gemelar monozigótica (gêmeos idênticos) é um evento aleatório e sua incidência é relativamente constante em todas as populações, não sendo influenciada por fatores genéticos, raciais ou idade materna.
A fertilização in vitro (FIV) aumenta significativamente a incidência de gravidez gemelar, principalmente dizigótica, devido à transferência de múltiplos embriões ou à estimulação ovariana que pode levar à ovulação de múltiplos óvulos.
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