Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2025
Em uma gravidez gemelar dicoriônica diamniótica, qual é a complicação mais frequente?
Gravidez gemelar dicoriônica diamniótica → complicação mais comum é o crescimento discordante e parto prematuro. STFF é de monocoriônicas.
Em gestações dicoriônicas diamnióticas, as complicações são mais relacionadas à massa placentária maior e ao maior estresse materno, como pré-eclâmpsia e parto prematuro, além do crescimento discordante. A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF) é exclusiva de gestações monocoriônicas.
A gravidez gemelar dicoriônica diamniótica é a forma mais comum de gestação múltipla, representando cerca de 70% dos casos. Caracteriza-se pela presença de duas placentas e dois sacos amnióticos, o que geralmente confere um prognóstico mais favorável em comparação com as gestações monocoriônicas. No entanto, ainda apresenta riscos significativamente maiores do que uma gestação única, exigindo acompanhamento pré-natal especializado e um conhecimento aprofundado para residentes. As complicações em gestações dicoriônicas são multifatoriais. O aumento da massa placentária e o maior volume uterino contribuem para um risco elevado de pré-eclâmpsia, diabetes gestacional e parto prematuro. O crescimento discordante, definido como uma diferença de peso estimada entre os fetos de 20% ou mais, é uma complicação frequente, decorrente de fatores como implantação desigual das placentas ou diferenças genéticas entre os fetos. A Síndrome da Transfusão Feto-Fetal (STFF), por outro lado, é uma complicação exclusiva de gestações monocoriônicas, onde há anastomoses vasculares entre os fetos. O manejo da gravidez gemelar dicoriônica envolve monitoramento rigoroso do crescimento fetal, rastreamento para pré-eclâmpsia e diabetes gestacional, e vigilância para sinais de parto prematuro. O acompanhamento ultrassonográfico regular é essencial para detectar precocemente o crescimento discordante e outras intercorrências. O parto geralmente ocorre mais cedo do que em gestações únicas, e a via de parto é determinada por fatores como apresentação fetal e histórico obstétrico, sendo a atenção a esses detalhes crucial na prática clínica.
Gestações dicoriônicas possuem duas placentas separadas (ou uma placenta fusionada com dois sistemas vasculares independentes) e dois sacos amnióticos, enquanto gestações monocoriônicas compartilham uma única placenta. Essa diferença é crucial para as complicações.
O crescimento discordante pode ocorrer devido a diferenças genéticas entre os fetos, implantação placentária desigual, ou variações na capacidade de cada placenta de fornecer nutrientes, mesmo sem anastomoses vasculares. É uma complicação frequente que exige monitoramento.
Além do crescimento discordante, gestações dicoriônicas têm maior risco de parto prematuro, pré-eclâmpsia, diabetes gestacional, hemorragia pós-parto e restrição de crescimento intrauterino. O manejo pré-natal deve ser intensificado para estas condições.
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