AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2020
Mulher, 24 anos, procura o pronto socorro referindo dor abdominal de inicio súbito há uma hora. Refere antecedentes de cisto de ovário na adolescência e inflamação nas trompas há dois anos. Nega uso de contraceptivo oral e sua última menstruação ocorreu há dois meses. Ao exame apresenta-se pálida, com PA= 90 X 60 mmHg, FC= 120 bpm, abdome com peritonismo difuso e o exame ginecológico mostrou presença de sangue no canal vaginal. Frente ao quadro apresentado a hipótese clínica correta é:
Dor abdominal súbita + amenorreia + instabilidade hemodinâmica + sangramento vaginal → Gravidez ectópica rota.
O quadro clínico de dor abdominal súbita, instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez), sinais de peritonismo e sangramento vaginal em uma mulher em idade fértil com amenorreia sugere fortemente uma gravidez ectópica rota, uma emergência ginecológica.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A gravidez ectópica rota é uma emergência ginecológica grave, responsável por uma parcela significativa da mortalidade materna no primeiro trimestre, exigindo reconhecimento e intervenção imediatos. O quadro clássico inclui dor abdominal súbita, amenorreia e sangramento vaginal. Em casos de ruptura, pode haver instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez), sinais de peritonismo devido ao hemoperitônio, e dor à mobilização do colo. Antecedentes de doença inflamatória pélvica (DIP) ou cirurgias tubárias aumentam o risco. O diagnóstico é confirmado com beta-hCG positivo e ultrassonografia que não mostra gestação intrauterina e/ou evidencia massa anexial complexa com líquido livre na pelve. O manejo da gravidez ectópica rota é cirúrgico, geralmente por laparoscopia ou laparotomia, para controle do sangramento e remoção da gestação. A estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos e transfusão sanguínea é prioritária. O diagnóstico diferencial inclui outras causas de dor pélvica aguda, como cisto ovariano roto, torção de ovário e apendicite, mas a combinação de amenorreia, sangramento e choque aponta fortemente para ectópica rota.
Os sinais incluem dor abdominal súbita e intensa, amenorreia, sangramento vaginal, instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez) e sinais de peritonismo devido ao hemoperitônio.
A ruptura da tuba uterina ou de outro local de implantação ectópica causa hemorragia interna significativa para a cavidade abdominal, levando à perda volêmica e, consequentemente, ao choque hipovolêmico.
Fatores de risco incluem doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, gravidez ectópica anterior, uso de DIU, tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
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