Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2024
O abdome agudo pode ser decorrente de inúmeras doenças e várias etiologias. Marque a causa que apresenta um abdome agudo hemorrágico.
Abdome agudo hemorrágico → Gravidez ectópica rota (principal causa ginecológica em mulheres férteis).
A gravidez ectópica rota é uma emergência ginecológica que causa hemoperitônio significativo, levando a um quadro de abdome agudo hemorrágico, com dor intensa e sinais de choque hipovolêmico. É crucial o diagnóstico rápido para intervenção.
O abdome agudo é uma síndrome caracterizada por dor abdominal de início súbito, com menos de 24-48 horas, que requer diagnóstico e tratamento rápidos. As etiologias são diversas, incluindo inflamatórias, obstrutivas, perfurativas, vasculares e hemorrágicas. A gravidez ectópica rota é uma das causas mais graves de abdome agudo hemorrágico em mulheres em idade fértil, com alta morbimortalidade se não tratada prontamente. A fisiopatologia da gravidez ectópica rota envolve a implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, geralmente na tuba uterina. Com o crescimento do embrião, a tuba se rompe, causando sangramento intra-abdominal (hemoperitônio). A suspeita diagnóstica é fundamental em mulheres com dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal e dosagem de beta-hCG. O tratamento da gravidez ectópica rota é uma emergência cirúrgica, visando controlar o sangramento e remover o tecido ectópico. A estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea, é prioritária. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo crucial para a preservação da fertilidade e a vida da paciente.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e súbita, distensão abdominal, defesa e descompressão dolorosa. Sintomas de choque hipovolêmico, como taquicardia, hipotensão, palidez e sudorese, são comuns devido ao sangramento interno.
A conduta inicial envolve estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, exames laboratoriais (beta-hCG, hemograma completo), ultrassonografia transvaginal de emergência e avaliação cirúrgica imediata para controle do sangramento.
A história clínica (mulher em idade fértil, atraso menstrual, sangramento vaginal), exame físico e exames complementares como ultrassonografia e dosagem de beta-hCG são cruciais para diferenciar de apendicite, cistos ovarianos ou outras causas inflamatórias.
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