Santa Casa de Votuporanga (SP) — Prova 2020
Paciente 28 anos, solteira, usuária de DIU, ultrassom recente mostra DIU normoinserido, trazida pelo SAMU ao pronto atendimento com sangramento vaginal, dor pélvica e PA: 80x40 mmHg. Considerando o caso descrito, assinale a alternativa que apresenta a conduta CORRETA a ser adotada.
Mulher em idade fértil com dor pélvica, sangramento e hipotensão → Gravidez ectópica rota até prova em contrário.
Uma paciente em idade fértil com dor pélvica, sangramento vaginal e sinais de choque (hipotensão) deve ser tratada como uma emergência ginecológica, sendo a gravidez ectópica rota o diagnóstico mais provável, mesmo com DIU normoinserido. A estabilização hemodinâmica e a laparoscopia exploratória são cruciais.
A gravidez ectópica é uma condição de alto risco em que o embrião se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A gravidez ectópica rota é uma emergência ginecológica que pode levar a choque hipovolêmico e óbito materno se não for prontamente diagnosticada e tratada. É crucial que profissionais de saúde, especialmente em pronto atendimento, estejam aptos a reconhecer seus sinais e sintomas. A fisiopatologia da gravidez ectópica envolve fatores que dificultam a migração do óvulo fertilizado para o útero, como história de doença inflamatória pélvica, cirurgias tubárias prévias, endometriose e uso de DIU. Embora o DIU seja um método contraceptivo eficaz, ele previne principalmente a gravidez intrauterina; se ocorrer uma falha do DIU e a mulher engravidar, a probabilidade de ser uma gravidez ectópica é relativamente maior. O quadro clínico de dor pélvica, sangramento vaginal e sinais de choque (hipotensão, taquicardia) em uma mulher em idade fértil é altamente sugestivo de gravidez ectópica rota. A conduta inicial é a estabilização hemodinâmica da paciente, seguida de uma investigação rápida. A laparoscopia exploratória é o padrão-ouro para o diagnóstico e tratamento definitivo, permitindo a remoção da gravidez ectópica e o controle do sangramento, sendo uma intervenção que salva vidas.
Os sinais incluem dor pélvica aguda e intensa, sangramento vaginal irregular, tontura, síncope e sinais de choque hipovolêmico como hipotensão e taquicardia.
A laparoscopia permite a visualização direta da cavidade abdominal, confirma o diagnóstico de gravidez ectópica rota e permite a intervenção cirúrgica imediata para controlar o sangramento e remover o tecido ectópico, salvando a vida da paciente.
O DIU é altamente eficaz na prevenção de gravidez intrauterina, mas não protege contra gravidez ectópica. Na verdade, se uma gravidez ocorrer com DIU, a chance de ser ectópica é relativamente maior do que na população geral.
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