UNIRV - Universidade de Rio Verde (GO) — Prova 2020
Tercigesta, com seis semanas, refere dor em baixo ventre e sangramento vaginal há três horas, associados a vômitos e dor no ombro direito. Exame físico: palidez cutâneo-mucosa, taquicardia e pressão arterial de 80 / 40 mmHg, presença de pequena quantidade de sangue em fundo de saco vaginal e dor a mobilização de colo uterino. A hipótese diagnóstica mais provável é:
Dor abdominal + sangramento 1º trimestre + choque + dor no ombro = Gravidez ectópica rota.
A tríade clássica de dor abdominal, sangramento vaginal e amenorreia no primeiro trimestre, associada a sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez) e dor referida no ombro (irritação diafragmática por hemoperitônio), é altamente sugestiva de gravidez ectópica rota.
A gravidez ectópica é definida pela implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum (95%). É uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre da gestação, com uma incidência de 1-2% das gestações. A gravidez ectópica rota é uma emergência médica que exige intervenção imediata devido ao risco de choque hipovolêmico. A fisiopatologia envolve fatores que dificultam a passagem do óvulo fertilizado pela tuba uterina, como doença inflamatória pélvica prévia, cirurgias tubárias, uso de DIU e tabagismo. O quadro clínico clássico inclui amenorreia, dor abdominal e sangramento vaginal. No caso de ruptura, como descrito na questão, os sintomas se agravam rapidamente, com sinais de choque hipovolêmico (taquicardia, hipotensão, palidez) e dor referida no ombro (sinal de Kehr), indicando irritação diafragmática por hemoperitônio. O diagnóstico é clínico, laboratorial (beta-hCG que não dobra adequadamente) e ultrassonográfico (ausência de gravidez intrauterina e presença de massa anexial ou líquido livre na pelve). Diante de um quadro de instabilidade hemodinâmica e suspeita de gravidez ectópica rota, a conduta é cirúrgica de emergência (laparoscopia ou laparotomia) para controle do sangramento e remoção da gravidez ectópica. O manejo rápido é crucial para salvar a vida da paciente.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal unilateral ou difusa, sangramento vaginal irregular (spotting) e amenorreia, geralmente no primeiro trimestre da gestação.
A dor no ombro é um sintoma de irritação diafragmática causada pelo acúmulo de sangue (hemoperitônio) na cavidade abdominal devido à ruptura da gravidez ectópica, estimulando o nervo frênico.
Embora ambos causem sangramento e dor no primeiro trimestre, a gravidez ectópica frequentemente apresenta dor mais intensa e unilateral, sinais de choque e dor à mobilização do colo, enquanto o aborto pode ter cólicas mais centrais e eliminação de tecidos. O ultrassom e o beta-hCG são cruciais.
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