Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2023
Adolescente de 15 anos, encaminhada ao pronto atendimento após quadro de desmaio, sangramento genital discreto e dor pélvica intensa. Paciente relata atraso menstrual há 3 meses. Nega uso de métodos anticoncepcionais. Ao exame: muito ansiosa, descorada ++/ 4+. PA: 80x40mmHg e FC: 134bpm. Abdome distendido e doloroso. Não foi auscultado batimentos cardíacos fetais. Ao toque colo amolecido, pérvio, sangramento discreto. Nesse contexto, assinale a alternativa que apresenta o PROVÁVEL diagnóstico dessa paciente.
Atraso menstrual + dor pélvica + sangramento + instabilidade hemodinâmica → Gravidez ectópica rota até prova em contrário.
A gravidez ectópica tubária rota é uma emergência ginecológica que cursa com hemorragia interna, levando a choque hipovolêmico. A tríade clássica é dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal. A instabilidade hemodinâmica é um sinal de ruptura e exige intervenção imediata.
A gravidez ectópica é a implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum (95%). A ruptura de uma gravidez ectópica é uma emergência ginecológica e a principal causa de morte materna no primeiro trimestre, exigindo diagnóstico e intervenção rápidos para evitar complicações graves. O diagnóstico é suspeitado pela tríade clássica de dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal. A presença de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez) e abdome distendido e doloroso sugere fortemente a ruptura e hemorragia interna. O beta-hCG positivo confirma a gravidez, e a ultrassonografia transvaginal é crucial para localizar a gestação e identificar líquido livre na cavidade abdominal. O tratamento da gravidez ectópica rota é cirúrgico e emergencial, visando controlar a hemorragia e remover o tecido ectópico. A estabilização hemodinâmica com reposição volêmica é prioritária antes e durante a cirurgia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo fundamental a suspeita clínica em pacientes com fatores de risco.
Os sinais de alerta incluem dor pélvica intensa e súbita, sangramento vaginal anormal, atraso menstrual e sinais de choque como hipotensão, taquicardia e palidez. A dor pode ser referida no ombro devido à irritação diafragmática.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, avaliação rápida do estado geral da paciente e encaminhamento urgente para cirurgia, geralmente laparoscopia ou laparotomia, para controle da hemorragia e remoção do tecido ectópico.
A gravidez ectópica rota geralmente cursa com instabilidade hemodinâmica e dor abdominal mais intensa e difusa devido à hemorragia interna, enquanto o abortamento espontâneo, embora possa ter sangramento e dor, raramente causa choque hipovolêmico tão rapidamente e o útero pode estar aumentado.
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