AMS - Autarquia Municipal de Saúde de Apucarana (PR) — Prova 2021
Mulher, 33 anos, é levada à Maternidade pelo SAMU (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) devido a episódio de síncope. Relatou dor localizada em baixo ventre e no mesogastro, com um dia de evolução; G6P4A1, com atraso menstrual de sete semanas e um dia. Negava sangramentos genitais, disúria ou febre. Não relatou comorbidades, negou uso de medicamentos. Relatou ciclos menstruais previamente regulares, ser sexualmente ativa, eu usar irregularmente método contraceptivo. Negou manipulação vaginal ou tentativa de extração de concepto. Ao exame: PA: 70x40 mmHg, FC: 120 BPM, FR: 20 IRPM. Abdome globoso, discretamente distendido, de difícil palpação, sem sinais de irritação peritonial, ruídos hidroaéreos presentes. Exame Especular: sangramento cervical discreto, ativo. Ao toque: colo fechado, doloroso à mobilização, útero de consistência amolecida, fundo de saco livre. O diagnóstico mais provável é:
Síncope + dor abdominal + instabilidade hemodinâmica em gestante precoce → suspeitar gravidez ectópica rota.
A gravidez ectópica cornual rota é uma emergência ginecológica que se manifesta com dor abdominal intensa, instabilidade hemodinâmica (choque) e, por vezes, sangramento vaginal discreto. A palpação abdominal pode ser difícil devido à distensão e dor, e o toque vaginal pode revelar dor à mobilização do colo e fundo de saco livre, indicando hemoperitônio.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. A gravidez ectópica cornual, embora menos frequente, é particularmente perigosa devido à vascularização da região e ao risco de ruptura maciça e hemorragia. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. A ruptura de uma gravidez ectópica é uma emergência médica que se manifesta com um quadro de abdome agudo hemorrágico. Os sintomas clássicos incluem dor abdominal intensa e súbita, sangramento vaginal (que pode ser discreto ou ausente), e sinais de choque hipovolêmico, como síncope, hipotensão e taquicardia. O diagnóstico é clínico, laboratorial (beta-hCG) e ultrassonográfico, mas a instabilidade hemodinâmica exige intervenção imediata. O tratamento é cirúrgico e visa controlar a hemorragia e remover o tecido ectópico. A estabilização hemodinâmica com fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea, é prioritária antes ou concomitantemente à cirurgia. O prognóstico depende da rapidez do diagnóstico e da intervenção, sendo crucial para a sobrevida materna.
Os sinais de alerta incluem dor abdominal súbita e intensa, síncope, tontura, palidez, taquicardia e hipotensão, indicando choque hipovolêmico. Pode haver sangramento vaginal discreto ou ausente.
A conduta inicial é estabilização hemodinâmica com fluidos intravenosos, monitorização rigorosa e encaminhamento imediato para cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) para controle da hemorragia e remoção da gestação ectópica.
A gravidez ectópica rota geralmente cursa com instabilidade hemodinâmica e dor abdominal desproporcional ao sangramento vaginal, além de dor à mobilização do colo e fundo de saco livre ao toque. O abortamento, embora possa ter dor e sangramento, raramente leva a choque tão rapidamente sem sangramento profuso.
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