FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2015
Avalie o caso e responda ao que se pede. Paciente de 22 anos, G1P0, chega ao PS com queixa de atraso menstrual de 6 semanas e dor em FIE de forte intensidade, que começou há 1 dia, fez exame de HCG (urina positivo) há 5 dias, nega perdas. Ao exame PA = 100x60 mmHg, descorada, pulso fino, 124 bpm, dor à palpação de FIE com descompressão brusca dolorosa. Qual é o diagnóstico do caso?
Gestante com atraso menstrual, dor abdominal intensa e sinais de choque → Gravidez Ectópica Rota.
O quadro clínico de atraso menstrual, teste de gravidez positivo, dor abdominal unilateral intensa e sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, descorada) é altamente sugestivo de gravidez ectópica rota, uma emergência ginecológica. A dor à descompressão brusca indica irritação peritoneal.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a localização mais comum a tuba uterina. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação, representando uma emergência ginecológica. A incidência varia, mas é uma preocupação constante na prática obstétrica, especialmente em pacientes com fatores de risco como doença inflamatória pélvica, cirurgias tubárias prévias ou uso de DIU. O quadro clínico clássico inclui atraso menstrual, teste de gravidez positivo e dor abdominal, que pode ser unilateral e de forte intensidade. Em casos de ruptura, como o descrito, surgem sinais de irritação peritoneal (descompressão brusca dolorosa) e instabilidade hemodinâmica, como hipotensão, taquicardia e palidez, indicando choque hipovolêmico devido à hemorragia interna. O diagnóstico é confirmado por ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar ausência de gestação intrauterina e massa anexial ou líquido livre na pelve. O tratamento da gravidez ectópica rota é cirúrgico e emergencial, geralmente por laparoscopia ou laparotomia, para remover a gestação ectópica e controlar a hemorragia. Em casos de gravidez ectópica não rota e estável, o tratamento pode ser clínico com metotrexato. A rápida identificação e intervenção são cruciais para preservar a vida da paciente e, se possível, a fertilidade futura. Residentes devem estar aptos a reconhecer e manejar esta condição prontamente.
Os sinais de alerta incluem atraso menstrual, teste de gravidez positivo, dor abdominal unilateral intensa e súbita, sangramento vaginal irregular e sinais de instabilidade hemodinâmica como hipotensão e taquicardia.
A gravidez ectópica, especialmente quando rota, pode causar hemorragia interna grave e choque hipovolêmico, colocando a vida da paciente em risco se não for diagnosticada e tratada rapidamente.
A gravidez ectópica frequentemente apresenta dor unilateral intensa e pode cursar com instabilidade hemodinâmica, enquanto o abortamento geralmente cursa com dor mais centralizada e sangramento vaginal mais profuso, sem sinais de choque (a menos que seja um abortamento complicado com hemorragia maciça).
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