HPEV - Hospital Professor Edmundo Vasconcelos (SP) — Prova 2021
Mulher, 20 anos de idade, no pronto-socorro com dor pélvica aguda e sangramento genital, em pequena quantidade. Refere irregularidade menstrual e nega uso de método contraceptivo. Dosagem de beta-HCG sanguíneo = 3.500 mUI/L, do dia anterior. Ao exame, apresenta pressão arterial = 80 x 50 mmHg, pulso = 104 bpm, com dor à palpação de fossa ilíaca direita, com sinal de descompressão brusca positivo. À ultrassonografia transvaginal, encontra-se útero com endométrio de 15mm, sem saco gestacional no seu interior, com grande quantidade de líquido livre na cavidade pélvica. A conduta a seguir será:
Dor pélvica aguda + sangramento + beta-HCG (+) + instabilidade hemodinâmica + líquido livre pélvico = gravidez ectópica rota → cirurgia de urgência.
A paciente apresenta um quadro clássico de gravidez ectópica rota, caracterizado por dor pélvica aguda, sangramento vaginal, beta-HCG positivo, instabilidade hemodinâmica e líquido livre na cavidade pélvica à ultrassonografia. A ausência de saco gestacional intrauterino com um beta-HCG acima da zona discriminatória (>1500-2000 mUI/L) reforça o diagnóstico. A conduta é cirurgia de urgência (laparoscopia ou laparotomia) para controle do sangramento e remoção da gestação.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre, sendo a ruptura uma emergência ginecológica que exige reconhecimento e intervenção rápidos. O quadro clínico de uma gravidez ectópica rota é caracterizado por dor pélvica aguda, sangramento vaginal irregular e, frequentemente, sinais de instabilidade hemodinâmica devido ao hemoperitônio. A ultrassonografia transvaginal é crucial, mostrando ausência de saco gestacional intrauterino com beta-HCG acima da zona discriminatória (geralmente 1500-2000 mUI/L) e presença de líquido livre na pelve. Diante da suspeita de gravidez ectópica rota e instabilidade hemodinâmica, a conduta é cirúrgica de urgência. A laparoscopia é a via preferencial, mas a laparotomia pode ser necessária em casos de choque grave ou sangramento maciço. O objetivo é controlar o sangramento e remover o tecido gestacional, salvando a vida da paciente.
Os sinais incluem dor pélvica aguda e intensa, sangramento vaginal irregular, tontura ou síncope, e sinais de choque hipovolêmico como hipotensão e taquicardia, devido ao hemoperitônio.
O beta-HCG positivo com ausência de saco gestacional intrauterino na ultrassonografia transvaginal, especialmente acima da zona discriminatória (1500-2000 mUI/L), é altamente sugestivo de gravidez ectópica. A presença de líquido livre na pelve indica ruptura.
A cirurgia é indicada de urgência em casos de gravidez ectópica rota, instabilidade hemodinâmica, ou quando há sinais de sangramento ativo na cavidade abdominal, para controlar a hemorragia e remover o tecido gestacional.
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