ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma mulher jovem, 19 anos, chega ao serviço de emergência com dor abdominal intensa e súbita. O exame físico mostra sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia e hipotensão. Revela ainda rigidez abdominal difusa, sensibilidade e dor à palpação. A hipótese mais provável para esse quadro clínico é:
Mulher jovem + Dor abdominal súbita + Choque → Suspeitar de Prenhez Tubária Rota até prova em contrário.
O quadro de abdome agudo hemorrágico em mulheres em idade fértil exige exclusão imediata de gravidez ectópica rota devido ao alto risco de óbito por choque hipovolêmico.
A gravidez ectópica ocorre em cerca de 1-2% das gestações, sendo a trompa de Falópio o local mais comum (95%). A ruptura tubária é uma emergência cirúrgica catastrófica. O diagnóstico diferencial de dor abdominal em mulheres jovens deve sempre incluir causas ginecológicas, e a presença de sinais de choque direciona o raciocínio para etiologias hemorrágicas.
A tríade clássica inclui dor abdominal súbita e intensa, atraso menstrual (nem sempre presente ou percebido) e sangramento vaginal. Ao exame físico, sinais de irritação peritoneal (Grito de Douglas) e instabilidade hemodinâmica (taquicardia, hipotensão, palidez) sugerem hemoperitônio volumoso por ruptura tubária.
Ambos causam abdome agudo hemorrágico. A principal diferenciação é feita pelo teste de gravidez (Beta-hCG). Se positivo, a hipótese de gravidez ectópica torna-se mandatória. O ultrassom transvaginal auxilia na visualização de massa anexial e líquido livre na cavidade abdominal.
A prioridade é a estabilização hemodinâmica com reposição volêmica e hemotransfusão se necessário, seguida de laparotomia ou laparoscopia de urgência para controle do sangramento (geralmente salpingectomia). O diagnóstico clínico em paciente instável autoriza a intervenção cirúrgica imediata.
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