ENARE/ENAMED — Prova 2025
Uma paciente de 22 anos apresentou quadro de dor pélvica súbita há cerca de 2 horas. Ao exame, constata-se que está hipocorada ++/4, com PA = 90 x 40 mmHg e FC = 118 bpm. Seu abdômen está atípico com dor à palpação difusa, mais acentuada em fossa ilíaca direita, com descompressão dolorosa.O diagnóstico mais provável é:
Mulher jovem com dor pélvica súbita + instabilidade hemodinâmica = Gravidez Ectópica Rota até prova em contrário.
A dor pélvica súbita em mulher jovem, acompanhada de sinais de instabilidade hemodinâmica como hipotensão e taquicardia, é um sinal de alarme para hemorragia interna. A gravidez ectópica rota é uma das causas mais graves e exige intervenção imediata para evitar choque hipovolêmico e óbito.
A gravidez ectópica é a implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. A gravidez ectópica rota é uma emergência ginecológica grave, responsável por uma parcela significativa da mortalidade materna no primeiro trimestre, devido ao risco de hemorragia maciça e choque hipovolêmico. O diagnóstico é baseado na tríade clássica de dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal, embora nem sempre completa. Em casos de ruptura, o quadro clínico é de dor pélvica súbita e intensa, com sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, palidez, sudorese), indicando hemoperitônio. O exame físico pode revelar dor à palpação abdominal difusa, descompressão dolorosa e massa anexial. A confirmação é feita com beta-hCG positivo e ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar ausência de gestação intrauterina e/ou líquido livre na cavidade abdominal. A conduta é uma emergência médica. A paciente deve ser estabilizada hemodinamicamente com acesso venoso calibroso e infusão de cristaloides. A intervenção cirúrgica, geralmente laparoscópica ou laparotômica em casos de instabilidade grave, é o tratamento definitivo para controlar o sangramento e remover a gravidez ectópica. A decisão entre salpingectomia ou salpingostomia depende da condição da tuba e do desejo de fertilidade futura da paciente.
Os sinais de alerta incluem dor pélvica súbita e intensa, sangramento vaginal irregular, tontura, síncope e sinais de choque hipovolêmico, como hipotensão e taquicardia.
A conduta inicial é estabilizar a paciente hemodinamicamente com fluidos intravenosos, realizar um teste de gravidez (beta-hCG) e ultrassonografia transvaginal urgente, e preparar para intervenção cirúrgica.
A gravidez ectópica rota se diferencia pela presença de um teste de gravidez positivo, sinais de hemoperitônio e instabilidade hemodinâmica, que são menos comuns em apendicite, cisto roto ou torção ovariana.
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