FMP/UNIFASE - Faculdade de Medicina de Petrópolis (RJ) — Prova 2017
Paciente com quadro de dor abdominal intensa e sangramento vaginal em regular quantidade, procura posto de saúde de pequena cidade, sem instituto Médico Legal. Apresenta-se descorada com pulso fino. Referia ter ciclos menstruais irregulares. Usava como método contraceptivo preservativo e contava ter usado pílula do dia seguinte em duas ocasiões nos três últimos meses. Cerca de 5 minutos após a entrada no posto, a paciente entrou em estado de choque e evoluiu para morte. Em relação ao tipo de morte e ao que deve ser colocado no item I do modelo internacional de atestado de óbito como causas, é VERDADEIRO afirmar que:
Dor abdominal + sangramento + choque em idade fértil = suspeitar gravidez ectópica rota até prova em contrário.
A gravidez ectópica rota é uma emergência ginecológica com alta mortalidade se não diagnosticada e tratada rapidamente. A apresentação clássica inclui dor abdominal, sangramento vaginal e sinais de choque hipovolêmico, exigindo preenchimento adequado do atestado de óbito com a sequência fisiopatológica.
A gravidez ectópica é a implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Sua ruptura é uma das principais causas de morte materna no primeiro trimestre, destacando a importância do diagnóstico precoce e manejo adequado. A incidência tem aumentado, e fatores de risco incluem doença inflamatória pélvica, cirurgias tubárias prévias e uso de DIU. O quadro clínico de uma gravidez ectópica rota é dramático, caracterizado por dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal irregular e sinais de choque hipovolêmico devido à hemorragia interna. A suspeita clínica é fundamental, especialmente em mulheres em idade fértil com amenorreia ou atraso menstrual, mesmo que neguem gravidez ou usem métodos contraceptivos. O ultrassom transvaginal é crucial para o diagnóstico. O tratamento da gravidez ectópica rota é cirúrgico e emergencial, visando controlar a hemorragia e remover a gestação ectópica. O preenchimento correto do atestado de óbito é vital para as estatísticas de saúde pública, classificando-a como morte materna direta e detalhando a cascata de eventos fisiopatológicos que culminaram no óbito.
Os sinais incluem dor abdominal intensa e súbita, sangramento vaginal irregular, tontura, síncope e sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia e hipotensão.
No item I, deve-se registrar a sequência de eventos que levou à morte. Por exemplo, A: Anemia aguda, B: Hemorragia interna, C: Gravidez ectópica rota.
Embora não cause gravidez ectópica, a falha da pílula do dia seguinte pode resultar em gestação, e a história de seu uso pode ser um dado relevante para considerar a possibilidade de gravidez.
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