HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2026
Paciente, 28 anos, G2P0A1, 6 semanas pela DUM, apresenta dor pélvica de leve intensidade e sangramento genital vinhoso. USG transvaginal: massa anexial esquerda de 2,5 cm de diâmetro médio, sem líquido livre em fundo de saco. β-hCG inicial: 3.200 mUI/mL. Opta-se por metotrexato dose única (50 mg/m2 ). No 4º dia: β-hCG 3.050 mUI/mL; no 7o dia: 2.750 mUI/mL. Paciente permanece assintomática. Assinale a alternativa que apresenta a conduta mais adequada.
Queda do β-hCG < 15% entre D4 e D7 após MTX → Repetir dose de Metotrexato.
O sucesso do MTX é avaliado pela queda de pelo menos 15% do β-hCG entre o 4º e o 7º dia pós-aplicação. Se a queda for menor, indica-se nova dose ou cirurgia.
O tratamento clínico da gravidez ectópica com metotrexato (MTX) é uma alternativa segura à cirurgia em casos selecionados. O protocolo de dose única (50 mg/m²) exige monitoramento rigoroso do β-hCG. É esperado que o nível de hCG possa subir entre o D1 e D4 devido à lise celular trofoblástica. No caso em questão, a queda de 3.050 (D4) para 2.750 (D7) representa uma redução de aproximadamente 9,8%, o que é inferior ao ponto de corte de 15%. Como a paciente permanece assintomática e estável, a conduta correta é a repetição da dose do quimioterápico antes de considerar falha terapêutica cirúrgica.
Realiza-se a dosagem de β-hCG nos dias 4 e 7 após a administração. Uma queda ≥ 15% entre esses dois dias indica sucesso inicial e seguimento semanal até a negativação.
Se a queda for < 15%, a conduta padrão é administrar uma segunda dose de metotrexato (até 3 doses no total) ou considerar laparoscopia se houver instabilidade ou dor intensa.
Geralmente: paciente estável, β-hCG < 5.000 mUI/mL, massa anexial < 3,5-4 cm, ausência de atividade cardíaca embrionária e desejo de preservação tubária.
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