Santa Casa de Ourinhos (SP) — Prova 2022
NÃO é considerado fator de risco para gravidez ectópica:
Vulvovaginite por cândida NÃO é fator de risco para gravidez ectópica.
A gravidez ectópica é uma condição grave onde a implantação ocorre fora da cavidade uterina. Fatores que alteram a anatomia ou função tubária, como DIP, cirurgias tubárias prévias e infertilidade, aumentam o risco. Vulvovaginites, mesmo recorrentes, não afetam a fisiologia tubária de forma a predispor à ectópica.
A gravidez ectópica é uma condição obstétrica grave, caracterizada pela implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Sua incidência varia de 1% a 2% das gestações e é uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O reconhecimento dos fatores de risco é crucial para o diagnóstico precoce e manejo adequado. A fisiopatologia da gravidez ectópica frequentemente envolve alterações na motilidade ou na integridade estrutural das tubas uterinas, que impedem a migração normal do óvulo fertilizado. Condições como doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgias tubárias prévias (laqueadura, salpingectomia), história de gravidez ectópica anterior e infertilidade são classicamente associadas a um risco aumentado. O diagnóstico é feito pela combinação de teste de gravidez positivo, ultrassonografia transvaginal e dosagem seriada de beta-hCG. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica e níveis de beta-hCG. É fundamental que residentes e estudantes de medicina compreendam a distinção entre fatores de risco que realmente afetam a fisiologia tubária e condições ginecológicas comuns, como a vulvovaginite por cândida, que não possuem essa associação, para evitar erros diagnósticos e de manejo.
Os principais fatores de risco incluem história de gravidez ectópica anterior, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, infertilidade, uso de DIU e tabagismo.
A DIP causa inflamação e cicatrizes nas tubas uterinas, alterando sua motilidade e anatomia, o que dificulta a passagem do óvulo fertilizado para o útero e favorece a implantação tubária.
Não, a vulvovaginite por cândida é uma infecção vaginal superficial e não afeta a anatomia ou função das tubas uterinas, portanto, não é considerada um fator de risco para gravidez ectópica.
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