FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2025
Sobre o tratamento da gravidez ectópica, é CORRETO afirmar:
Gravidez ectópica: embrião com batimento cardíaco fetal (BCF+) é contraindicação absoluta ao tratamento com Metotrexato (MTX).
O tratamento da gravidez ectópica depende da estabilidade hemodinâmica, níveis de beta-HCG e tamanho da massa. A presença de atividade cardíaca embrionária é uma contraindicação absoluta ao tratamento clínico com metotrexato devido à alta taxa de falha.
A gravidez ectópica (GE) é a implantação do embrião fora da cavidade uterina, sendo a localização mais comum a tuba uterina. É uma emergência médica potencialmente fatal devido ao risco de ruptura tubária e hemorragia maciça, representando uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O diagnóstico precoce é crucial e baseia-se na clínica (dor, sangramento, amenorreia), dosagem de beta-HCG e ultrassonografia transvaginal. O tratamento da GE pode ser expectante, clínico (medicamentoso) ou cirúrgico. A escolha depende de vários fatores, incluindo a estabilidade hemodinâmica da paciente, o tamanho da massa ectópica, os níveis de beta-HCG e a presença de atividade cardíaca embrionária. O tratamento clínico com Metotrexato (MTX), um antagonista do ácido fólico, é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis, com GE íntegra e sem contraindicações. Existem contraindicações absolutas e relativas ao uso do MTX. Uma das contraindicações absolutas mais importantes é a presença de batimentos cardíacos fetais (BCF) no embrião, pois a taxa de falha do tratamento é muito alta nesses casos. Outras contraindicações absolutas incluem instabilidade hemodinâmica e sinais de ruptura. O tratamento cirúrgico (laparoscópico na maioria dos casos) é indicado quando o tratamento clínico falha ou é contraindicado.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, ausência de saco gestacional intrauterino, massa anexial < 3,5-4,0 cm, beta-HCG geralmente < 5.000 mUI/mL, ausência de atividade cardíaca embrionária e desejo da paciente, além de função renal e hepática normais.
A salpingectomia (remoção da tuba) é preferível quando a tuba uterina está gravemente danificada, em casos de sangramento incontrolável, em gestações ectópicas recorrentes na mesma tuba, ou se a paciente não deseja mais engravidar.
A diferenciação é feita pela combinação de dosagem seriada de beta-HCG (que na ectópica tende a subir de forma mais lenta que o normal) e ultrassonografia transvaginal, que pode mostrar um útero vazio com uma massa anexial ou líquido livre na cavidade pélvica.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo