UFU/HC - Hospital de Clínicas de Uberlândia (MG) — Prova 2015
Tatiana, 22 anos, chega ao pronto-socorro com queixa de atraso menstrual de 8 semanas, discreto sangramento via vaginal, forte e súbita dor abdominal. Ao exame dor importante à descompressão brusca de fossa ilíaca esquerda. A ultrassonografia mostra massa com embrião com batimentos cardiofetais presentes em região anexial esquerda, ausência de líquido livre, cavidade uterina vazia, vascularização aumentada em toda a massa que mede 6cm em seu maior diâmetro. O valor de BHCG é 15000 mUI/ml. Assinale a alternativa INCORRETA.
Gravidez ectópica rota: dor abdominal súbita, massa anexial > 3,5 cm com BCF e BHCG > 5000 mUI/ml → alto risco de ruptura, Metotrexato CONTRAINDICADO.
O caso descreve uma gravidez ectópica com sinais de alto risco de ruptura ou até mesmo ruptura incipiente (dor súbita, descompressão brusca positiva, massa anexial grande com BCF e BHCG elevado). Nessas condições, o tratamento clínico com Metotrexato é contraindicado, sendo a abordagem cirúrgica a mais apropriada e segura para a paciente.
A gravidez ectópica é uma condição em que o embrião se implanta fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária (especialmente na ampola) a mais comum. É uma emergência ginecológica que pode levar a hemorragia interna grave e risco de vida para a paciente. Os fatores de risco incluem história de doença inflamatória pélvica (DIP) causada por Chlamydia ou Neisseria, cirurgias tubárias prévias e gravidez ectópica anterior. O diagnóstico é suspeitado em mulheres com atraso menstrual, sangramento vaginal e dor abdominal, e confirmado por ultrassonografia que mostra cavidade uterina vazia e massa anexial. A presença de batimentos cardiofetais fora do útero é um sinal de certeza. O valor do BHCG é um marcador importante, mas não isolado, para a conduta. O tratamento da gravidez ectópica pode ser clínico (com Metotrexato) ou cirúrgico. No entanto, o Metotrexato é contraindicado em situações de alto risco de ruptura ou instabilidade hemodinâmica, como massa anexial grande (>3,5-4 cm), presença de batimentos cardiofetais, BHCG muito elevado (>5000 mUI/ml) ou sinais de irritação peritoneal. Nesses casos, a cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) é a conduta de escolha para remover a gravidez ectópica e controlar o sangramento, prevenindo complicações fatais.
Os sinais e sintomas incluem dor abdominal súbita e intensa, sangramento vaginal irregular, atraso menstrual, tontura, síncope e, ao exame físico, dor à palpação abdominal e à mobilização do colo uterino, com sinais de irritação peritoneal.
Os fatores de risco incluem infecções genitais prévias (especialmente por Chlamydia trachomatis e Neisseria gonorrhoeae), cirurgia tubária prévia, gravidez ectópica anterior, uso de DIU, tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
O Metotrexato é contraindicado em casos de instabilidade hemodinâmica, sinais de ruptura, massa anexial > 3,5-4 cm, presença de batimentos cardiofetais, BHCG > 5000 mUI/ml, doença hepática ou renal, ou amamentação.
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