Gravidez Ectópica: Conduta em Casos Complexos e Recorrentes

HOS/BOS - Hospital Oftalmológico de Sorocaba - Banco de Olhos (SP) — Prova 2021

Enunciado

J.G.A., nulípara, com diagnóstico de prenhez ectópica íntegra a E, com embrião vivo, apresenta como antecedente de salpingectomia D por gestação ectópica há 4 anos e salpingostomia a E por gestação tubárea há 8 meses. Assinale a alternativa que apresenta a conduta correta nesse caso.

Alternativas

  1. A) Salpingectomia.
  2. B) Salpingostomia.
  3. C) Tratamento medicamentoso com metotrexate.
  4. D) Controle ultrassonográfico em 7 dias.
  5. E) Controle com beta HCG quantitativo em 24/48 horas.

Pérola Clínica

Gravidez ectópica com embrião vivo e história de salpingectomia contralateral + salpingostomia prévia ipsilateral → salpingectomia.

Resumo-Chave

Em casos de gravidez ectópica com embrião vivo e história de cirurgias tubárias prévias (salpingectomia contralateral e salpingostomia ipsilateral), a salpingectomia é a conduta mais segura e definitiva, minimizando riscos de recorrência e complicações, especialmente quando a fertilidade já está comprometida.

Contexto Educacional

A gravidez ectópica é uma condição grave em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente na tuba uterina. É uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre da gestação. O diagnóstico precoce e a conduta adequada são cruciais para preservar a vida da paciente e, se possível, sua fertilidade futura. Fatores de risco incluem história prévia de gravidez ectópica, cirurgia tubária, doença inflamatória pélvica e uso de DIU. O tratamento da gravidez ectópica pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexate) ou cirúrgico (salpingostomia ou salpingectomia). A escolha depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica, presença de embrião vivo, nível de beta-hCG e desejo de fertilidade futura. A presença de embrião vivo geralmente contraindica o tratamento medicamentoso e favorece a abordagem cirúrgica. No caso apresentado, a paciente já teve uma salpingectomia contralateral (direita) e uma salpingostomia ipsilateral (esquerda) prévia. A salpingostomia, embora preserve a tuba, aumenta o risco de recorrência na mesma tuba. Com um embrião vivo na tuba remanescente já operada, a salpingectomia da tuba esquerda é a conduta mais segura e definitiva, pois a tuba já está comprometida, o risco de falha do tratamento conservador é alto e a preservação da fertilidade já está severamente comprometida.

Perguntas Frequentes

Quando a salpingectomia é a melhor opção para gravidez ectópica?

A salpingectomia é a melhor opção em casos de gravidez ectópica rota, instabilidade hemodinâmica, desejo de contracepção definitiva, falha de tratamento conservador, ou quando a tuba já está gravemente comprometida, como no caso de recorrência e embrião vivo.

Quais são os critérios para tratamento medicamentoso com metotrexate na gravidez ectópica?

O metotrexate é indicado para gravidez ectópica íntegra, hemodinamicamente estável, sem embrião vivo, com massa tubária < 3,5-4 cm, beta-hCG < 5.000 mUI/mL, e sem contraindicações ao medicamento.

Qual o risco de recorrência de gravidez ectópica após salpingostomia?

A salpingostomia, por ser um procedimento conservador, mantém a tuba uterina, mas aumenta o risco de recorrência de gravidez ectópica na mesma tuba (10-15%) e de infertilidade futura.

Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.

Responder questão no MedEvo