Santa Casa de São José dos Campos (SP) — Prova 2025
Paciente de 25 anos com vida sexual ativa amenorreia de 5 semanas procura atendimento na UPA por apresentar dor abdominal intenso e sudorese, parâmetros vitais PA 80/40 mm de Hg Sat. 95% Fr 18 FC 112. Qual seria sua hipótese diagnostica:
Amenorreia + dor abdominal + instabilidade hemodinâmica → suspeitar de gravidez ectópica rota.
A tríade clássica de amenorreia, dor abdominal e sangramento vaginal, associada a sinais de instabilidade hemodinâmica (hipotensão, taquicardia, sudorese), é altamente sugestiva de gravidez ectópica rota, uma emergência ginecológica que exige intervenção imediata.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação e uma emergência ginecológica. Fatores de risco incluem doença inflamatória pélvica, cirurgias tubárias prévias e uso de DIU. A apresentação clínica varia, mas a tríade clássica é amenorreia, dor abdominal e sangramento vaginal. Em casos de ruptura, a paciente pode apresentar dor abdominal súbita e intensa, associada a sinais de choque hipovolêmico, como hipotensão, taquicardia, sudorese e palidez, devido ao sangramento intra-abdominal. O diagnóstico é baseado na história clínica, beta-hCG positivo e ultrassonografia transvaginal que não visualiza gestação intrauterina e pode identificar massa anexial ou líquido livre. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da gestação e nível de beta-hCG. A gravidez ectópica rota exige intervenção cirúrgica imediata.
Os sintomas clássicos da gravidez ectópica incluem amenorreia, dor abdominal (geralmente unilateral e em cólica) e sangramento vaginal irregular. Em casos de ruptura, pode haver dor intensa, tontura e sinais de choque.
O diagnóstico é feito pela combinação de beta-hCG positivo, ultrassonografia transvaginal que não mostra gestação intrauterina e, em alguns casos, presença de massa anexial ou líquido livre na cavidade abdominal. A laparoscopia pode ser diagnóstica e terapêutica.
A conduta inicial é estabilizar a paciente hemodinamicamente com acesso venoso, fluidos e, se necessário, transfusão sanguínea. O tratamento definitivo é cirúrgico, geralmente por laparoscopia, para remover a gestação ectópica e controlar o sangramento.
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