Santa Casa de Maceió (AL) — Prova 2022
Em relação à gravidez de implantação ectópica, a região mais comumente afetada é:
Gravidez ectópica mais comum = implantação na região ampular da tuba uterina.
A gravidez ectópica ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina. A localização mais frequente é na tuba uterina, sendo a porção ampular a mais acometida devido à sua maior extensão e tortuosidade, o que facilita a retenção do embrião.
A gravidez ectópica é uma condição obstétrica grave caracterizada pela implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade endometrial. Representa uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre da gestação, sendo crucial seu diagnóstico precoce e manejo adequado. A incidência varia, mas é uma emergência ginecológica frequente na prática clínica. A fisiopatologia envolve fatores que impedem ou retardam a passagem do óvulo fertilizado pela tuba uterina até o útero. A localização mais comum para a implantação ectópica é a tuba uterina, respondendo por cerca de 95% dos casos. Dentro da tuba, a porção ampular é a mais frequentemente afetada (aproximadamente 70-80% dos casos tubários), seguida pelo istmo, fímbrias e região intersticial. O diagnóstico é feito pela combinação de beta-hCG sérico, ultrassonografia transvaginal e avaliação clínica. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica e nível de beta-hCG. A escolha da conduta visa preservar a fertilidade futura e, principalmente, evitar complicações como a ruptura tubária e hemorragia interna, que podem ser fatais. O conhecimento das localizações e fatores de risco é fundamental para o residente.
Os sintomas incluem dor abdominal unilateral, sangramento vaginal irregular e amenorreia. Em casos de ruptura, pode haver dor intensa, tontura e sinais de choque.
A região ampular é a porção mais larga e tortuosa da tuba uterina, onde a fertilização geralmente ocorre. Fatores que retardam o transporte do zigoto podem levar à sua implantação nesta área.
Fatores de risco incluem doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, gravidez ectópica anterior, uso de DIU e técnicas de reprodução assistida.
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