FUBOG - Fundação Banco de Olhos de Goiás — Prova 2022
Paciente jovem, com 7 semanas de gestação, tem perda sanguínea vaginal. História de infecção pélvica prévia. PA = 100/60 mmHg, FC = 90 bpm, o abdome está indolor. O exame pélvico mostra colo uterino fechado, indolor, útero com tamanho de 4 semanas e ausência de dor anexial. A HCG quantitativa é 2.300 mUI/mL. Uma ultrassonografiatransvaginal revela útero vazio e nenhuma massa anexial. A partir das informações do enunciado, o provável diagnóstico é:
Útero vazio na USG transvaginal com beta-HCG > 1500-2000 mUI/mL e sinais de gestação precoce é altamente sugestivo de gravidez ectópica.
A combinação de beta-HCG acima do limiar de visualização ultrassonográfica (geralmente 1500-2000 mUI/mL) com útero vazio na ultrassonografia transvaginal é o principal critério diagnóstico para gravidez ectópica. A história de infecção pélvica prévia é um fator de risco importante.
A gravidez ectópica é uma condição potencialmente fatal que ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações graves, como ruptura tubária e hemorragia interna. O caso clínico apresenta uma paciente com 7 semanas de gestação, sangramento vaginal e história de infecção pélvica prévia, que é um importante fator de risco. Os achados clínicos e laboratoriais são altamente sugestivos de gravidez ectópica. A idade gestacional de 7 semanas, com um útero de tamanho de 4 semanas, indica que o útero não está crescendo adequadamente para a gestação. O beta-HCG de 2.300 mUI/mL está acima do "limiar discriminatório" (geralmente 1500-2000 mUI/mL) no qual um saco gestacional intrauterino deveria ser visível na ultrassonografia transvaginal. A ultrassonografia transvaginal revelando útero vazio e nenhuma massa anexial (o que pode ocorrer em ectópicas iniciais ou rompidas) reforça o diagnóstico. Uma gravidez intrauterina normal (A) seria descartada pelo útero vazio e beta-HCG elevado. Uma gravidez intrauterina não viável (B), como um aborto incompleto, geralmente apresentaria restos ovulares no útero ou um beta-HCG em queda. A ausência de dor anexial não exclui ectópica, pois a dor pode ser intermitente ou ausente em até 50% dos casos. A combinação de beta-HCG elevado e útero vazio é o pilar diagnóstico para a gravidez ectópica, exigindo conduta imediata.
Os principais fatores de risco incluem história prévia de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária, uso de DIU, tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
O beta-HCG quantitativo, em conjunto com a ultrassonografia transvaginal, é crucial. Níveis acima de 1500-2000 mUI/mL sem visualização de saco gestacional intrauterino são altamente sugestivos de ectópica.
A ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de escolha. A visualização de útero vazio com beta-HCG elevado e/ou a identificação de massa anexial complexa ou saco gestacional fora do útero confirmam o diagnóstico.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo