CEREM - Comissão Estadual de Residência Médica do Mato Grosso do Sul — Prova 2015
Paciente de 30 anos, G1P1A0C0, com amenorreia há 6 semanas e dor em fossa ilíaca esquerda há 3 dias com forte intensidade, refere sangramento discreto há 2 dias, vida sexual ativa com coito interrompido. Qual é a MELHOR conduta diante de tal caso?
Amenorreia + dor pélvica + sangramento + vida sexual ativa → suspeitar gravidez ectópica → dosar beta-hCG.
Diante de uma mulher em idade fértil com amenorreia, dor pélvica e sangramento vaginal, a primeira e mais importante etapa diagnóstica é excluir ou confirmar uma gravidez, e se esta é tópica ou ectópica. A dosagem de beta-hCG é fundamental para iniciar essa investigação.
A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. É uma emergência ginecológica que pode ser fatal se não diagnosticada e tratada precocemente devido ao risco de ruptura e hemorragia interna. A incidência varia, mas é uma causa importante de morbidade e mortalidade materna no primeiro trimestre. O quadro clínico clássico envolve amenorreia, dor abdominal ou pélvica (frequentemente unilateral) e sangramento vaginal irregular. Fatores de risco incluem história prévia de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica, cirurgia tubária e uso de DIU. Diante de uma mulher em idade fértil com esses sintomas, a primeira e crucial etapa diagnóstica é a dosagem quantitativa da gonadotrofina coriônica humana (beta-hCG) para confirmar a gravidez. Após a confirmação da gravidez, a localização da gestação é investigada, geralmente com ultrassonografia transvaginal. Se o beta-hCG estiver elevado e não houver saco gestacional intrauterino visível, a suspeita de gravidez ectópica é alta. A conduta subsequente pode variar de manejo expectante, tratamento medicamentoso com metotrexato ou tratamento cirúrgico (laparoscopia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica e níveis de beta-hCG.
Os principais sinais e sintomas incluem amenorreia, dor abdominal ou pélvica (geralmente unilateral e de forte intensidade) e sangramento vaginal irregular. Em casos de ruptura, pode haver sinais de choque hipovolêmico.
A dosagem de beta-hCG é crucial para confirmar a gravidez. Se o beta-hCG estiver positivo, a próxima etapa é determinar a localização da gestação, sendo a gravidez ectópica uma possibilidade grave que requer investigação imediata.
Após a confirmação da gravidez, o próximo passo é realizar uma ultrassonografia transvaginal para localizar o saco gestacional. A ausência de saco gestacional intrauterino com beta-hCG elevado aumenta a suspeita de gravidez ectópica.
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