UNIFAP - Universidade Federal do Amapá — Prova 2015
Quanto à gravidez ectópica cervical, pode-se afirmar que:
Gravidez ectópica cervical é rara, associada a sangramento grave e acretismo, com fatores de risco como FIV e curetagem prévia.
Todas as alternativas estão corretas, abordando a raridade, os fatores de risco, o potencial de complicações graves (ruptura, acretismo) e o diagnóstico ultrassonográfico da gravidez ectópica cervical. É uma condição de alto risco materno.
A gravidez ectópica cervical é uma forma rara e potencialmente fatal de gravidez ectópica, onde a implantação ocorre no canal endocervical. Embora represente uma pequena porcentagem das gestações ectópicas (cerca de 0,15%), suas consequências podem ser devastadoras devido ao alto risco de hemorragia maciça e necessidade de histerectomia. Os fatores de risco para essa condição são variados e incluem procedimentos que alteram a integridade ou a receptividade do endométrio e miométrio, como fertilização in vitro, curetagens uterinas prévias, presença de leiomiomas, cicatrizes uterinas (incluindo cesarianas), uso de DIU e síndrome de Asherman. Essas condições podem predispor à implantação anormal do blastocisto. O diagnóstico é fundamentalmente realizado por ultrassonografia transvaginal, que tipicamente demonstra o saco gestacional implantado no canal endocervical, abaixo do orifício interno do colo uterino, com ausência de saco na cavidade uterina. O crescimento fetal em idade gestacional avançada em uma gravidez cervical aumenta exponencialmente o risco de ruptura uterina e acretismo placentário, exigindo manejo cuidadoso e muitas vezes intervenção precoce.
Fatores de risco incluem fertilização in vitro, curetagem uterina prévia, leiomioma, cicatriz uterina, uso de DIU e síndrome de Asherman, que alteram a anatomia e receptividade endometrial.
É de alto risco devido ao potencial de sangramento maciço e incontrolável, ruptura uterina e acretismo placentário, que podem levar à histerectomia e comprometer a vida materna.
O diagnóstico é primariamente ultrassonográfico (abdominal e transvaginal), que revela o saco gestacional localizado no canal endocervical, abaixo do orifício interno do colo, com ausência de saco no útero.
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