Gravidez Ectópica: Diagnóstico, Fatores de Risco e Locais

SES-MA - Secretaria de Estado de Saúde do Maranhão — Prova 2020

Enunciado

Em relação a gravidez ectópica, assinale a opção é a INCORRETA?

Alternativas

  1. A) Denomina-se gravidez ectópica a gestação cuja implantação e desenvolvimento do ovo ocorrem fora da cavidade corporal do útero.
  2. B) A anticoncepção de emergência com levonogestrel não é um fator de risco para gravidez ectópica.
  3. C) A tuba uterina representa o local mais frequente de ocorrência de gravidez ectópica, sendo responsável por cerca de 95-98% dos casos.
  4. D) Nas gravidezes tubárias, a implantação ocorre na região ampolar entre 70 a 80% das vezes; no istmo, em 12%; na região infundibular, entre 6 a 11%; e a porção intersticial da tuba, em 2 a 3%.
  5. E) Dor abdominal, sangramento vaginal e atraso ou irregularidade menstrual são considerados a tríade clássica de sinais e sintomas que compõem o quadro clínico da gravidez ectópica.

Pérola Clínica

Gravidez ectópica: dor abdominal + sangramento vaginal + atraso menstrual = tríade clássica. Tuba uterina é o local mais comum.

Resumo-Chave

A gravidez ectópica é a implantação do ovo fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais frequente. A tríade clássica de dor abdominal, sangramento vaginal e atraso menstrual é crucial para a suspeita diagnóstica. Embora a anticoncepção de emergência não aumente o risco absoluto de gravidez ectópica, se a gravidez ocorrer, a proporção de ectópicas pode ser maior.

Contexto Educacional

A gravidez ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela implantação e desenvolvimento do ovo fora da cavidade uterina. Sua incidência varia de 1% a 2% das gestações, sendo uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. O reconhecimento precoce e a intervenção adequada são cruciais para o prognóstico materno, tornando este um tema de alta relevância para residentes e estudantes de medicina. A fisiopatologia envolve fatores que alteram a motilidade tubária ou a integridade do endométrio. O diagnóstico baseia-se na tríade clássica de dor abdominal, sangramento vaginal e atraso menstrual, associada a um teste de gravidez positivo e achados ultrassonográficos. A dosagem seriada de beta-hCG e a ultrassonografia transvaginal são ferramentas essenciais para a confirmação diagnóstica e diferenciação de outras condições, como abortamento espontâneo ou gestação intrauterina inicial. O tratamento pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica e níveis de beta-hCG. A escolha da conduta deve ser individualizada, visando preservar a fertilidade futura da paciente sempre que possível. A educação sobre os fatores de risco e a importância do pré-natal precoce são fundamentais para a prevenção e o manejo eficaz dessa condição.

Perguntas Frequentes

Quais são os principais fatores de risco para gravidez ectópica?

Os principais fatores de risco incluem doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgias tubárias prévias, gravidez ectópica anterior, uso de dispositivo intrauterino (DIU) e técnicas de reprodução assistida. Fumo e idade avançada também são considerados.

Qual a tríade clássica de sintomas da gravidez ectópica?

A tríade clássica de sinais e sintomas que compõem o quadro clínico da gravidez ectópica é dor abdominal, sangramento vaginal e atraso ou irregularidade menstrual. No entanto, nem sempre todos os sintomas estão presentes.

Onde a gravidez ectópica ocorre com maior frequência?

A tuba uterina é o local mais frequente de ocorrência de gravidez ectópica, sendo responsável por cerca de 95-98% dos casos. Dentro da tuba, a região ampolar é a mais comum, seguida pelo istmo, infundíbulo e porção intersticial.

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