HSR Cássia - Hospital São Sebastião de Cássia (MG) — Prova 2025
Paciente de 28 anos, grávida de 7 semanas, já iniciado o pré-natal com valores de ßHcg acima de 2.000u e em ascensão, comparece ao prontoatendimento com queixas de dor abdominal aguda em hipogástrio esquerdo e sangramento vaginal discreto. Ao exame estava hemodinamicamente estável, com o colo fechado e dor em palpação do lado esquerdo da pelve, sem irritação peritoneal. A ultrassonografia recente não evidenciava embrião intrauterino. Assinale a alternativa CORRETA que representa o diagnóstico mais provável para essa paciente?
Gravidez ectópica = β-hCG > 1500-2000 U/L + USG sem saco gestacional intrauterino + dor/sangramento.
A combinação de β-hCG elevado e em ascensão, ausência de gestação intrauterina na USG, dor abdominal e sangramento vaginal em uma gestante de 7 semanas é altamente sugestiva de gravidez ectópica. A localização tubária é a mais comum.
A gravidez ectópica é uma condição grave e potencialmente fatal, caracterizada pela implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Representa uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre da gestação e exige diagnóstico precoce e manejo adequado para preservar a vida da paciente e sua fertilidade futura. A fisiopatologia envolve fatores que impedem a migração normal do zigoto para o útero. O diagnóstico é baseado na tríade clássica de amenorreia, dor abdominal e sangramento vaginal, associada a exames complementares. Níveis de β-hCG sérico que não dobram a cada 48-72 horas e a ausência de saco gestacional intrauterino na ultrassonografia transvaginal, especialmente com β-hCG acima do "zona discriminatória" (geralmente 1500-2000 mUI/mL), são cruciais para a suspeita. O tratamento da gravidez ectópica pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa ectópica, níveis de β-hCG e desejo de gestações futuras. É fundamental para residentes reconhecer os sinais e sintomas precoces e iniciar a investigação rapidamente para evitar complicações como a ruptura tubária e hemorragia interna.
Fatores de risco incluem histórico de gravidez ectópica prévia, doença inflamatória pélvica, cirurgia tubária, uso de DIU, tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
Níveis de β-hCG acima de um limiar (geralmente 1500-2000 mUI/mL) sem visualização de saco gestacional intrauterino na ultrassonografia transvaginal são altamente sugestivos de gravidez ectópica. A ascensão atípica do β-hCG também é um indicativo.
Os sintomas clássicos são dor abdominal (geralmente unilateral), sangramento vaginal irregular e amenorreia. A dor pode variar de leve a intensa, e o sangramento pode ser discreto ou mais abundante, dependendo da evolução.
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