Gravidez Ectópica: Critérios e Tratamento com Metotrexato

UFT - Universidade Federal do Tocantins — Prova 2015

Enunciado

Atualmente o diagnóstico não invasivo da gravidez ectópica deve ser realizado precocemente, antes de ocorrer a ruptura tubária, combinando a ultrassonografia transvaginal com a dosagem da fração beta do hormônio gonadotrófico coriônico. No caso de uma paciente com diagnóstico de gravidez tubária confirmado, estabilidade hemodinâmica, β-hCG menor que 5.000 mUI/ml, massa anexial menor que 3,5 cm e ausência de embrião vivo a conduta é:

Alternativas

  1. A) A laparotomia está indicada, nesse caso.
  2. B) A salpingectomia deve ser realizada na paciente.
  3. C) A salpingostomia é indicada na paciente se houver desejo reprodutivo, quando os títulos da ß-hCG forem superiores a 15000 mUI/ml.
  4. D) O tratamento com metotrexato (MTX) é a conduta mais adequada, podendo ser indicado como primeira opção de tratamento, nesse caso.
  5. E) A conduta expectante deve ser indicada, nesse caso.

Pérola Clínica

Gravidez ectópica estável + β-hCG < 5.000 + massa < 3,5 cm + sem embrião vivo → Metotrexato é a conduta de escolha.

Resumo-Chave

O tratamento com metotrexato (MTX) é a conduta mais adequada para gravidez ectópica tubária em pacientes hemodinamicamente estáveis, com β-hCG abaixo de 5.000 mUI/ml, massa anexial menor que 3,5 cm e ausência de embrião vivo, sendo uma opção de tratamento clínico conservador.

Contexto Educacional

A gravidez ectópica é uma condição em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação. O diagnóstico precoce, antes da ruptura tubária, é fundamental e combina ultrassonografia transvaginal com a dosagem seriada da fração beta do hormônio gonadotrófico coriônico (β-hCG). O manejo da gravidez ectópica evoluiu significativamente, com o tratamento clínico conservador ganhando destaque. O metotrexato (MTX) é a droga de escolha para pacientes hemodinamicamente estáveis que preenchem critérios específicos: β-hCG < 5.000 mUI/ml, massa anexial < 3,5 cm, ausência de embrião vivo e ausência de sangramento ativo. O MTX atua inibindo a síntese de folato, essencial para a divisão celular, levando à regressão do tecido trofoblástico. Em contraste, a conduta cirúrgica (salpingectomia ou salpingostomia) é reservada para casos de instabilidade hemodinâmica, ruptura tubária, falha do tratamento clínico ou quando os critérios para MTX não são preenchidos. A escolha entre salpingectomia (remoção da tuba) e salpingostomia (incisão na tuba para remover o produto e preservar a tuba) depende do desejo reprodutivo da paciente e das condições da tuba. O tratamento com MTX oferece a vantagem de ser menos invasivo e potencialmente preservar a fertilidade futura.

Perguntas Frequentes

Quais são os critérios para o tratamento clínico da gravidez ectópica com metotrexato?

Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, β-hCG < 5.000 mUI/ml, massa anexial < 3,5 cm, ausência de embrião vivo, ausência de sangramento ativo e ausência de contraindicações ao metotrexato.

Por que o metotrexato é a primeira opção em casos selecionados de gravidez ectópica?

O metotrexato é um agente quimioterápico que inibe a proliferação celular, sendo eficaz na interrupção do desenvolvimento trofoblástico. É menos invasivo que a cirurgia e pode preservar a fertilidade.

Quais são as contraindicações para o uso de metotrexato na gravidez ectópica?

As contraindicações incluem instabilidade hemodinâmica, ruptura tubária, embrião vivo, massa anexial > 3,5 cm, β-hCG > 5.000 mUI/ml, doença hepática ou renal, discrasias sanguíneas e amamentação.

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