Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2026
A gravidez ectópica é sinônimo de gravidez extrauterina, sendo a grande maioria tubária e é uma patologia potencialmente fatal para as pacientes. Sobre esta ocorrência, pode-se afirmar:
Gravidez cornual/intersticial → ↑ risco de rotura tardia e hemorragia massiva pela vascularização uterina.
A gravidez ectópica cornual é particularmente perigosa devido ao risco de sangramento massivo em caso de rotura, dada a rica vascularização da região intersticial da trompa.
A gravidez ectópica é a implantação do blastocisto fora da cavidade endometrial, ocorrendo em cerca de 1-2% das gestações. A localização tubária responde por 95% dos casos, sendo a região ampular a mais frequente. Fatores de risco incluem DIP prévia, cirurgias tubárias, tabagismo e uso de técnicas de reprodução assistida. O diagnóstico precoce é vital e utiliza a correlação entre os níveis de beta-hCG e a ultrassonografia transvaginal. Quando o beta-hCG ultrapassa a zona discriminatória (geralmente 1.500-2.000 mUI/mL) e não se visualiza saco gestacional intrauterino, a suspeita de ectópica é mandatória. O manejo pode ser expectante, clínico (Metotrexato) ou cirúrgico (salpingostomia ou salpingectomia), dependendo do quadro clínico e estabilidade da paciente.
A gravidez cornual (ou intersticial) ocorre na porção da trompa que atravessa a parede miometrial. Devido à maior espessura da parede nessa região, a rotura costuma ocorrer mais tardiamente (entre 8-16 semanas) e, por estar próxima às artérias uterina e ovariana, o sangramento resultante é frequentemente massivo e fatal.
Os critérios clássicos incluem: estabilidade hemodinâmica, ausência de atividade cardíaca embrionária, massa ectópica < 3,5 a 4,0 cm e níveis de beta-hCG preferencialmente abaixo de 5.000 mUI/mL. O desejo de prole futura também favorece o tratamento clínico.
A ectópica íntegra pode ser oligossintomática ou apresentar apenas dor pélvica leve e atraso menstrual. Já a ectópica rota manifesta-se com dor abdominal súbita e intensa (abdome agudo hemorrágico), sinais de irritação peritoneal (sinal de Blumberg) e choque hipovolêmico.
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