HSD - Hospital São Domingos (MA) — Prova 2021
Paciente de 25 anos dá entrada no PS com dor pélvica súbita, à esquerda, com sinais de irritação peritoneal. Refere atraso menstrual de 4 dias. Marque a alternativa com a melhor propedêutica.
Dor pélvica súbita + atraso menstrual + irritação peritoneal → suspeitar gravidez ectópica → USG transvaginal + beta-hCG.
Em pacientes jovens com dor pélvica aguda e atraso menstrual, a gravidez ectópica é uma emergência que deve ser rapidamente investigada. O ultrassom transvaginal é essencial para localizar a gestação, e o beta-hCG confirma a gravidez, enquanto o hemograma avalia a estabilidade hemodinâmica.
A dor pélvica aguda em mulheres em idade fértil é uma queixa comum no pronto-socorro e exige uma abordagem diagnóstica rápida e precisa, sendo a gravidez ectópica uma das causas mais graves. A incidência de gravidez ectópica é de aproximadamente 1-2% das gestações, e é a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre. O reconhecimento precoce é crucial para evitar complicações como ruptura tubária e choque hemorrágico. A fisiopatologia da gravidez ectópica envolve a implantação do óvulo fertilizado fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. A propedêutica inicial deve sempre incluir a exclusão de gravidez através do beta-hCG e, se positivo, a localização da gestação. O ultrassom transvaginal é a ferramenta diagnóstica de eleição, permitindo a visualização do saco gestacional e do embrião, ou a ausência de gestação intrauterina com beta-hCG positivo, sugerindo ectópica. A irritação peritoneal indica sangramento intra-abdominal, um sinal de alerta para ruptura. O manejo da gravidez ectópica varia de expectante a cirúrgico, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho e localização da gestação, e níveis de beta-hCG. Para residentes, é fundamental dominar a sequência diagnóstica e os critérios para cada conduta, priorizando a estabilização da paciente e a prevenção de complicações fatais. A avaliação laboratorial completa, incluindo hemograma, é vital para monitorar a perda sanguínea e guiar a decisão terapêutica.
Os sinais e sintomas incluem dor pélvica unilateral súbita, atraso menstrual, sangramento vaginal irregular e, em casos de ruptura, sinais de irritação peritoneal e choque hipovolêmico. A dor pode ser aguda e lancinante.
O ultrassom transvaginal oferece melhor resolução para visualizar estruturas pélvicas e identificar a localização da gestação (intrauterina ou ectópica) precocemente, sendo superior ao ultrassom abdominal ou outros métodos de imagem para este fim.
O beta-hCG confirma a gravidez e seus níveis podem auxiliar na suspeita de ectópica (se não duplicar adequadamente). O hemograma avalia a presença de anemia ou hemorragia, que pode indicar ruptura de uma gravidez ectópica e instabilidade hemodinâmica.
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