Gravidez Ectópica: Opções de Tratamento e Conduta

Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2021

Enunciado

A gravidez ectópica ainda é uma grande urgência ginecológica, responsável por muitas mortes no passado, que atualmente possui condução de acordo com a precocidade diagnóstica, os achados clínicos e a opção da paciente. No que se refere às opções de tratamento, assinale a alternativa correta.

Alternativas

  1. A) Paciente com beta hCG de 40.000 mUI/mL e muito líquido na cavidade possui uma alta taxa de eficácia do tratamento medicamentoso, mesmo assintomática.
  2. B) O uso de metrotexate é possível quando o saco gestacional for maior que 5,0cm
  3. C) Pacientes em tratamento cirúrgico possuem esse método conservador da trompa eficaz por laparoscopia; não há possibilidade de salpingostomia em laparotomia.
  4. D) Paciente com quadro de gravidez ectópica íntegra pode ser tratada de forma eficiente por salpingectomia quando não há intuito de fertilidade futura.

Pérola Clínica

Gravidez ectópica íntegra sem desejo de fertilidade futura → salpingectomia é tratamento cirúrgico eficaz.

Resumo-Chave

A salpingectomia (remoção da tuba uterina) é uma opção de tratamento cirúrgico definitiva para gravidez ectópica íntegra, especialmente quando a paciente não tem planos de fertilidade futura ou quando a tuba está muito danificada, eliminando o risco de ectópica persistente.

Contexto Educacional

A gravidez ectópica, definida como a implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, é uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre, sendo uma urgência ginecológica. O diagnóstico precoce, baseado na dosagem seriada de beta hCG e ultrassonografia transvaginal, é fundamental para um manejo adequado e para preservar a fertilidade da paciente. As opções de tratamento variam conforme a estabilidade hemodinâmica da paciente, o tamanho da massa ectópica, o nível de beta hCG, a presença de atividade cardíaca fetal e o desejo de fertilidade futura. O tratamento pode ser expectante (em casos muito selecionados), medicamentoso com metotrexato (para casos estáveis e com critérios específicos) ou cirúrgico. A cirurgia pode ser conservadora (salpingostomia) ou radical (salpingectomia), geralmente realizada por laparoscopia. A salpingectomia é o tratamento cirúrgico de escolha para pacientes com gravidez ectópica rota, instabilidade hemodinâmica, falha do tratamento medicamentoso ou conservador, ou para aquelas que não desejam preservar a fertilidade futura da tuba afetada. Embora seja um método definitivo, é importante discutir com a paciente as implicações para a fertilidade. A escolha da conduta deve ser individualizada, considerando todos os fatores clínicos e as preferências da paciente.

Perguntas Frequentes

Quando o tratamento medicamentoso para gravidez ectópica é indicado?

O tratamento medicamentoso com metotrexato é indicado para pacientes hemodinamicamente estáveis, com beta hCG < 5.000 mUI/mL, massa ectópica < 3,5 cm, sem atividade cardíaca fetal e sem contraindicações ao metotrexato.

Qual a diferença entre salpingectomia e salpingostomia?

A salpingectomia é a remoção completa da tuba uterina, enquanto a salpingostomia é a incisão na tuba para remover o produto da concepção, preservando a tuba, mas com risco de gravidez ectópica persistente.

Quais são os critérios para considerar a salpingectomia?

A salpingectomia é considerada quando há desejo de contracepção definitiva, tuba uterina gravemente danificada, falha do tratamento conservador ou medicamentoso, ou quando a paciente não deseja preservar a fertilidade futura daquela tuba.

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