AMRIGS - Associação Médica do Rio Grande do Sul — Prova 2020
Paciente de 19 anos, com atraso menstrual de 30 dias, chega ao plantão de emergência com queixa de dor no baixo-ventre, de moderada a forte intensidade, há cerca de 5 dias, associada a pequeno sangramento vaginal. Avaliada e submetida a exames subsidiários, apresentou hCG elevado 5.250,00 mUI/mL); hemograma sem alterações; ecografia transvaginal com identificação de massa heterogênea em topografia de anexo esquerdo com 3,0 cm em seu maior diâmetro e pequena quantidade de líquido livre com debris em fundo de saco posterior. Qual a conduta mais adequada a ser seguida após internação?
Gravidez ectópica com massa anexial > 3cm e líquido livre em fundo de saco → Tratamento cirúrgico imediato.
A presença de massa anexial de 3,0 cm com líquido livre e debris em fundo de saco posterior, em paciente com hCG elevado e dor, sugere fortemente uma gravidez ectópica com sinais de ruptura ou iminência de ruptura. Nesses casos, a conduta é cirúrgica imediata para evitar hemorragia grave e instabilidade hemodinâmica.
A gravidez ectópica é uma condição de emergência ginecológica, caracterizada pela implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, mais comumente na tuba uterina. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre. A paciente apresenta atraso menstrual, dor abdominal e sangramento vaginal, sintomas clássicos que devem levantar a suspeita. O diagnóstico é corroborado por hCG elevado e ultrassonografia transvaginal que não visualiza gestação intrauterina, mas sim uma massa anexial. A presença de massa heterogênea de 3,0 cm e líquido livre com debris em fundo de saco posterior são achados ultrassonográficos altamente sugestivos de ruptura ou iminência de ruptura da tuba uterina, indicando hemorragia interna. Nesses casos, a conduta mais adequada é o tratamento cirúrgico imediato, geralmente por laparoscopia, para remover a gravidez ectópica e controlar o sangramento. A observação ou o uso de metotrexato são opções para casos selecionados, hemodinamicamente estáveis, sem sinais de ruptura e com massa anexial menor, o que não se aplica à situação descrita. A agilidade no diagnóstico e tratamento é crucial para preservar a vida da paciente.
Sinais incluem dor abdominal intensa, sangramento vaginal, massa anexial grande (>3,5-4 cm), líquido livre em fundo de saco na ultrassonografia e, em casos avançados, instabilidade hemodinâmica.
É indicado em casos de instabilidade hemodinâmica, sinais de ruptura (como massa grande e líquido livre), contraindicações ao metotrexato ou falha do tratamento conservador.
O metotrexato é contraindicado em casos de gravidez ectópica com sinais de ruptura ou massa anexial grande, devido ao risco de hemorragia e falha do tratamento, exigindo intervenção cirúrgica imediata.
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