Santa Casa de Belo Horizonte (MG) — Prova 2025
A implantação do blastocisto fora da cavidade uterina é considerada uma gravidez ectópica, apesar de pouco frequente, é uma importante causa de óbitos, relacionada à gestação de primeiro trimestre. Sobre os vários locais de gravidez ectópica, é CORRETO que:
Gravidez ectópica: ampola tubária é local mais comum; metotrexato contraindicado com BCF detectável ou bHCG > 5000.
A gravidez ectópica é uma condição potencialmente fatal, sendo a ampola tubária o local mais frequente. O diagnóstico precoce é crucial, e o tratamento com metotrexato possui critérios rigorosos, incluindo ausência de atividade cardíaca fetal e níveis de bHCG abaixo de 5.000 mUI/mL para evitar complicações como a rotura.
A gravidez ectópica, definida como a implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, é uma condição grave que afeta cerca de 1-2% das gestações e é a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre. Sua importância clínica reside no alto risco de hemorragia interna e choque hipovolêmico, exigindo diagnóstico e tratamento rápidos. A fisiopatologia envolve fatores que impedem a migração normal do óvulo fertilizado até o útero, como infecções pélvicas prévias, cirurgias tubárias e uso de DIU. O diagnóstico baseia-se na tríade clássica de dor abdominal, amenorreia e sangramento vaginal, associada a níveis de bHCG que não dobram adequadamente a cada 48 horas e a ausência de saco gestacional intrauterino à ultrassonografia transvaginal, com possível visualização de massa anexial. O tratamento pode ser clínico, com metotrexato, ou cirúrgico. O metotrexato é uma opção para casos selecionados (paciente estável, bHCG < 5.000 mUI/mL, ausência de batimentos cardíacos fetais, massa < 3,5 cm), agindo como antagonista do ácido fólico para inibir a proliferação celular trofoblástica. A cirurgia (laparoscopia ou laparotomia) é reservada para casos de instabilidade hemodinâmica, rotura, falha do tratamento clínico ou contraindicações ao metotrexato.
O local mais comum de gravidez ectópica é a ampola tubária, respondendo por cerca de 80% dos casos. Outros locais incluem o istmo, fímbrias, ovário, abdome e cicatriz de cesárea prévia.
O metotrexato é indicado para gravidez ectópica tubária não rota, com massa anexial < 3,5 cm, ausência de atividade cardíaca fetal, bHCG < 5.000 mUI/mL, e paciente hemodinamicamente estável e sem contraindicações.
A diferenciação envolve a combinação de sintomas clínicos (dor abdominal, sangramento), níveis seriados de bHCG (aumento subótimo na ectópica) e ultrassonografia transvaginal, que deve visualizar o saco gestacional intrauterino ou a massa anexial.
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