UniEVANGÉLICA - Universidade Evangélica de Goiás — Prova 2015
Paciente com IG de 8 semanas pela DUM, apresentando dor abdominal em pequena quantidade, associada a sangramento vaginal em dedo de luva. Nega demais queixas. Ao exame BEG corada, PA 120 x 80 mmHg, abdômen flácido leve dor a palpação em FID, TV, colo fechado, sangramento em dedo de luva. USG: Útero: volume normal 50 cm³. Eco endometrial ecogênico de 16 mm. Ovário direito: sem alterações, volume 10 cm³. Ovário esquerdo: sem alterações, volume 7 cm³. Massa heterógena medindo de 3,2 em seu maior diâmetro em região anexial direita. Fundo de saco: livre. BHCG - 3.250 mUI/ml. Hb: 13 g/dl. De acordo com os dados obtidos, o diagnóstico e a conduta mais adequada, são respectivamente:
Gravidez ectópica com BHCG < 5000 e massa < 3,5 cm → tratamento clínico com metotrexato.
A presença de BHCG positivo com útero vazio e massa anexial sugere fortemente gravidez ectópica. O tratamento com metotrexato é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis, com massa anexial pequena e níveis de BHCG moderados, evitando cirurgia.
A gravidez ectópica é uma condição grave que ocorre quando o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, mais comumente nas tubas uterinas. Representa uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre, sendo crucial seu diagnóstico precoce e manejo adequado para evitar complicações como ruptura tubária e hemorragia. A incidência varia, mas é uma emergência ginecológica frequente. O diagnóstico baseia-se na tríade clássica de amenorreia, dor abdominal e sangramento vaginal, associada a exames complementares. A dosagem seriada de BHCG e a ultrassonografia transvaginal são pilares diagnósticos. A ausência de saco gestacional intrauterino com BHCG acima do "limiar de zona discriminatória" (geralmente 1.500-2.000 mUI/ml) e a presença de massa anexial são altamente sugestivas. A conduta pode ser expectante, clínica (com metotrexato) ou cirúrgica (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, tamanho da massa, níveis de BHCG e presença de atividade cardíaca fetal. O metotrexato é uma opção segura e eficaz para pacientes selecionadas, evitando a necessidade de cirurgia e preservando a fertilidade.
Os sinais incluem dor abdominal unilateral, sangramento vaginal irregular (em dedo de luva) e amenorreia. O exame físico pode revelar dor à palpação anexial e colo uterino fechado.
O metotrexato é indicado para pacientes hemodinamicamente estáveis, com massa anexial menor que 3,5-4 cm, ausência de atividade cardíaca embrionária e níveis de BHCG geralmente abaixo de 5.000 mUI/ml.
A ultrassonografia transvaginal é crucial para visualizar um útero vazio ou com pseudo-saco gestacional, e identificar uma massa anexial heterogênea ou saco gestacional fora do útero, confirmando a localização ectópica.
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