HRD - Hospital Rio Doce - Linhares (ES) — Prova 2020
Em relação à gravidez ectópica, assinale a alternativa INCORRETA:
Gravidez ectópica: tumoração anexial + dor abdominal + lipotimia + leucocitose moderada NÃO é diagnóstico.
A leucocitose moderada é um achado inespecífico e não é um dado clínico importante para o diagnóstico de gravidez ectópica, que se baseia em beta-hCG, ultrassonografia e quadro clínico de dor abdominal e sangramento. A lipotimia e a dor abdominal são mais sugestivas de ruptura.
A gravidez ectópica é uma condição grave em que o óvulo fertilizado se implanta fora da cavidade uterina, sendo a principal causa de mortalidade materna no primeiro trimestre. Sua incidência tem se mantido estável, mas o diagnóstico precoce é crucial para evitar complicações como ruptura tubária e hemorragia. A maioria das gestações ectópicas ocorre na tuba uterina (tubária), mas outras localizações incluem ovário, abdome, colo uterino e cicatriz de cesariana. A gravidez heterotópica, embora rara, tem sua incidência aumentada com as técnicas de reprodução assistida. O diagnóstico se baseia na dosagem de beta-hCG e ultrassonografia transvaginal, que pode identificar o saco gestacional fora do útero ou uma massa anexial. O quadro clínico clássico inclui dor abdominal, sangramento vaginal e massa anexial. No entanto, a leucocitose, especialmente se moderada, é um achado inespecífico e não um critério diagnóstico importante para gravidez ectópica. O manejo pode ser expectante, medicamentoso (metotrexato) ou cirúrgico, dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente e das características da gravidez.
A gravidez ectópica tubária é a mais comum, representando mais de 95% dos casos, com a porção ampolar sendo o local mais frequente de implantação.
Gravidez heterotópica é a coexistência de uma gravidez intrauterina e uma ectópica. Sua frequência aumentou significativamente devido ao uso de técnicas de reprodução assistida, como fertilização in vitro e indução ovulatória.
Os sinais e sintomas clássicos incluem dor abdominal intensa e súbita, sangramento vaginal, lipotimia ou síncope, e sinais de choque hipovolêmico, como taquicardia e hipotensão.
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