Santa Casa de Alfenas - Casa de Caridade (MG) — Prova 2020
A gravidez ectópica ainda é uma grande urgência ginecológica, responsável por muitas mortes no passado, que atualmente possui condução de acordo com a precocidade diagnóstica, os achados clínicos e a opção da paciente. No que se refere às opções de tratamento, assinale a alternativa correta.
Gravidez ectópica: Metotrexato para casos selecionados; Salpingectomia para ectópica íntegra sem desejo de fertilidade.
O tratamento da gravidez ectópica depende da estabilidade hemodinâmica da paciente, níveis de beta-hCG, tamanho da massa anexial e desejo de fertilidade futura. O metotrexato é uma opção para casos selecionados, enquanto a salpingectomia é um tratamento cirúrgico definitivo, especialmente quando a fertilidade futura não é uma preocupação primária.
A gravidez ectópica continua sendo uma das principais causas de morbimortalidade materna no primeiro trimestre, exigindo diagnóstico precoce e manejo adequado. Caracteriza-se pela implantação do blastocisto fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. A conduta terapêutica evoluiu significativamente, oferecendo opções que variam do manejo expectante ao tratamento medicamentoso e cirúrgico, adaptadas à condição clínica da paciente. O tratamento medicamentoso com metotrexato é uma opção para pacientes hemodinamicamente estáveis, com níveis de beta-hCG abaixo de 5.000 mUI/mL, massa anexial menor que 3,5-4 cm e ausência de atividade cardíaca fetal. O metotrexato atua inibindo a proliferação celular trofoblástica. É crucial monitorar o beta-hCG após a administração para confirmar a resolução da gravidez ectópica. O tratamento cirúrgico, geralmente por laparoscopia, é indicado para pacientes instáveis, com contraindicações ao metotrexato, ou em casos de falha do tratamento medicamentoso. As opções cirúrgicas incluem a salpingostomia (conservadora, para preservar a trompa) e a salpingectomia (remoção da trompa). A salpingectomia é preferível em casos de trompa muito danificada, sangramento ativo, ou quando a paciente não deseja mais gestar ou possui a outra trompa saudável, oferecendo um tratamento definitivo e com menor risco de gravidez ectópica persistente. A escolha da abordagem deve ser individualizada, considerando o desejo de fertilidade futura da paciente.
Os critérios incluem estabilidade hemodinâmica, beta-hCG < 5.000 mUI/mL, massa anexial < 3,5-4 cm, ausência de atividade cardíaca fetal e ausência de hemoperitônio significativo.
A salpingectomia (remoção da trompa) é indicada em casos de instabilidade hemodinâmica, massa ectópica grande, falha do tratamento medicamentoso, ou quando a paciente não deseja preservar a fertilidade ou possui a outra trompa saudável.
A salpingostomia é um procedimento conservador que remove apenas o tecido trofoblástico da trompa, preservando-a. A salpingectomia é a remoção completa da trompa de Falópio afetada. A escolha depende da situação clínica e do desejo de fertilidade.
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