HSJ - Hospital São José (PR) — Prova 2023
Mulher de 20 anos, tabagista, histórico prévio de cervicite e nuligesta, procura pronto atendimento médico por dor em abdome inferior, contínua, de início há 3 dias e com piora progressiva. Também relata sangramento vaginal de moderada quantidade há 1 dia. Menciona atraso menstrual de 2 meses antes deste sangramento e nega uso de qualquer tipo de contraceptivo apesar de referir vida sexual ativa. Sobre o caso, assinale a alternativa abaixo mais correta em relação à conduta a ser tomada pelo médico plantonista:
Dor abdominal + atraso menstrual + sangramento vaginal → suspeitar gravidez ectópica, dosar β-hCG e US transvaginal.
A tríade clássica de dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal em mulher em idade fértil com vida sexual ativa é altamente sugestiva de gravidez ectópica, uma emergência ginecológica. A conduta inicial deve incluir a dosagem de β-hCG sérico e ultrassonografia transvaginal para localização da gestação.
A gravidez ectópica é uma condição em que o embrião se implanta fora da cavidade uterina, sendo a localização tubária a mais comum. É uma das principais causas de mortalidade materna no primeiro trimestre de gestação e uma emergência ginecológica que exige diagnóstico e tratamento rápidos. A paciente do caso apresenta a tríade clássica de dor abdominal, atraso menstrual e sangramento vaginal, além de fatores de risco como histórico de cervicite (que pode indicar DIP prévia) e tabagismo. Diante da suspeita de gravidez ectópica, a conduta inicial no pronto atendimento é crucial. A internação para monitoramento de sinais vitais é fundamental, especialmente pela possibilidade de ruptura e choque hipovolêmico. A dosagem de β-hCG sérico confirma a gestação, e a ultrassonografia transvaginal é o método de imagem de escolha para localizar a gestação e avaliar a presença de líquido livre na cavidade abdominal. O manejo da gravidez ectópica pode ser expectante, medicamentoso (com metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente, níveis de β-hCG, tamanho da massa e desejo de gestações futuras. A rápida identificação e intervenção são essenciais para preservar a vida da paciente e, quando possível, a fertilidade.
Os sintomas clássicos incluem dor abdominal unilateral ou difusa, atraso menstrual e sangramento vaginal irregular. Pode haver também tontura, síncope ou dor referida no ombro em casos de ruptura.
O β-hCG sérico confirma a gestação, enquanto a ultrassonografia transvaginal é essencial para localizar a gestação, identificando a presença ou ausência de saco gestacional intrauterino e/ou massa anexial sugestiva de ectópica.
Fatores de risco incluem histórico prévio de gravidez ectópica, doença inflamatória pélvica (DIP), cirurgia tubária prévia, uso de DIU, tabagismo e técnicas de reprodução assistida.
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