UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
Paciente MSD, 25 anos, apresentando atraso menstrual, BHCG positivo, sangramento vaginal e dor pélvica. Ao toque colo grosso, fechado, sangramento em dedo de luva, dor ao toque. O médico assistente classifica em ameaça de aborto. Qual o principal diagnóstico diferencial com esta entidade?
Ameaça de aborto vs. Gravidez ectópica: Dor pélvica + Sangramento + BHCG+ → USG transvaginal é crucial.
Em pacientes com atraso menstrual, BHCG positivo, sangramento vaginal e dor pélvica, a gravidez ectópica é um diagnóstico diferencial crucial para ameaça de aborto, pois pode evoluir para ruptura e choque hipovolêmico, exigindo intervenção imediata.
A ameaça de aborto é definida pela presença de sangramento vaginal e/ou dor abdominal em gestantes com colo uterino fechado e batimentos cardíacos fetais presentes. É uma condição comum, mas que exige exclusão de diagnósticos diferenciais graves. A gravidez ectópica, por outro lado, é a implantação do ovo fertilizado fora da cavidade uterina, sendo a tuba uterina o local mais comum. Embora os sintomas iniciais possam ser semelhantes aos de uma ameaça de aborto (atraso menstrual, BHCG positivo, sangramento e dor), a gravidez ectópica é uma emergência ginecológica devido ao risco de ruptura e hemorragia. A dor pélvica na ectópica pode ser mais intensa ou unilateral, e o sangramento pode ser mais escuro. O diagnóstico diferencial é fundamental e frequentemente depende do ultrassom transvaginal para visualizar a localização da gestação. A conduta na ameaça de aborto é expectante, enquanto a gravidez ectópica requer tratamento médico (metotrexato) ou cirúrgico (laparoscopia ou laparotomia), dependendo da estabilidade hemodinâmica da paciente e do tamanho da gestação.
Os sinais e sintomas incluem atraso menstrual, teste de gravidez positivo, sangramento vaginal irregular (muitas vezes escuro), dor abdominal ou pélvica unilateral ou difusa, e dor à mobilização do colo uterino ao toque.
O ultrassom transvaginal é o exame mais importante, pois permite visualizar a localização da gestação (intrauterina ou extrauterina) e avaliar a presença de batimentos cardíacos fetais.
É crítico porque uma gravidez ectópica não diagnosticada e não tratada pode levar à ruptura da tuba uterina, hemorragia interna grave, choque hipovolêmico e até morte materna, sendo uma emergência médica.
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