HM São José - Hospital Municipal de São José (SC) — Prova 2023
Paciente usuária de DIU de cobre comparece à consulta referindo atraso menstrual de 7 dias de BHCG positivo. A melhor conduta neste caso é:
Gravidez com DIU → Se fio visível, remover DIU para ↓ risco de aborto e infecção.
A gravidez com DIU é uma situação de risco, principalmente para aborto espontâneo e infecção. Se o fio do DIU for visível no exame especular, a remoção é a conduta preferencial para reduzir esses riscos, desde que não haja resistência. Se o fio não for visível, a remoção é mais complexa e deve ser avaliada individualmente.
A gravidez que ocorre com um dispositivo intrauterino (DIU) no lugar é uma situação clínica importante, embora rara, que exige uma conduta cuidadosa. O DIU de cobre atua principalmente impedindo a fertilização e a implantação, mas se a gravidez ocorrer, ela é considerada de alto risco devido às potenciais complicações. A paciente do caso, com DIU de cobre e BHCG positivo, necessita de avaliação e manejo adequados. A principal preocupação ao manter o DIU durante a gestação é o aumento substancial do risco de aborto espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro e infecção intra-amniótica, que pode levar a sepse materna e fetal. Além disso, há um risco aumentado de gravidez ectópica, que deve ser descartada precocemente com ultrassonografia. A conduta recomendada, se o fio do DIU for visível no exame especular, é a remoção cuidadosa do dispositivo. Estudos mostram que a remoção do DIU nessas condições reduz significativamente os riscos de aborto e infecção em comparação com a sua manutenção. Se o fio não for visível, a remoção é mais complexa e pode ser associada a um risco maior de aborto iatrogênico, sendo a decisão de manter ou remover individualizada e baseada na localização do DIU e na discussão com a paciente sobre os riscos e benefícios. O acompanhamento ultrassonográfico é fundamental para monitorar a localização do DIU e o desenvolvimento da gestação.
Manter o DIU durante a gravidez aumenta significativamente o risco de aborto espontâneo (especialmente no segundo trimestre), parto prematuro, infecção intra-amniótica, descolamento prematuro de placenta e, em casos raros, sepse materna.
A remoção do DIU quando o fio é visível e acessível reduz o risco de aborto espontâneo e outras complicações, como infecção, em comparação com a manutenção do dispositivo. O procedimento é geralmente simples e seguro nessa condição.
Se o fio do DIU não for visível, a remoção se torna mais difícil e pode exigir procedimentos mais invasivos, como a histeroscopia. Nesses casos, a decisão de remover ou manter o DIU deve ser individualizada, considerando os riscos e benefícios, e a paciente deve ser rigorosamente monitorada.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo