HIAE/Einstein - Hospital Israelita Albert Einstein (SP) — Prova 2023
Adolescente de 15 anos, boa aluna, comparece à Unidade Básica de Saúde (UBS), com sua amiga de mesma idade, porque acha que está grávida. É recebida pelo profissional de saúde, que a considera com bom desenvolvimento psíquico, orientada e muito preocupada com o que pode acontecer, questionando o médico sobre como será sua vida caso esteja grávida. Entre as condutas seguintes, a mais adequada para este caso é:
Adolescente grávida na UBS → Atendimento pelo Médico de Família, respeitando sigilo e iniciando pré-natal conforme resultado do teste.
O atendimento à adolescente na UBS deve priorizar o acolhimento, o sigilo e a autonomia progressiva, conforme o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), permitindo que ela seja atendida e tenha acesso aos exames e ao pré-natal sem a necessidade imediata da presença dos pais, a menos que haja risco iminente.
A gravidez na adolescência é uma questão de saúde pública complexa, que exige uma abordagem sensível e ética por parte dos profissionais de saúde. Na Unidade Básica de Saúde (UBS), o atendimento a adolescentes deve ser pautado nos princípios do acolhimento, do sigilo e do respeito à autonomia progressiva, conforme preconiza o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA). É fundamental que a adolescente se sinta segura para buscar ajuda e discutir suas preocupações, sem a necessidade imediata da presença dos pais ou responsáveis, a menos que haja um risco iminente à sua vida ou à de terceiros. Ao receber uma adolescente com suspeita de gravidez, a conduta mais adequada é oferecer um atendimento qualificado, preferencialmente pelo Médico de Família, que possui uma visão integral e longitudinal do paciente. Após a realização do teste de gravidez, se positivo, o pré-natal deve ser iniciado prontamente. A comunicação com a família deve ser mediada pela adolescente, respeitando seu tempo e sua decisão sobre quando e como compartilhar a informação, com o apoio do profissional de saúde. Para os residentes, compreender a legislação e as diretrizes de atendimento à saúde do adolescente é crucial. A garantia do sigilo e do acesso aos serviços de saúde sem barreiras é essencial para evitar que a adolescente se afaste do cuidado, o que poderia levar a desfechos desfavoráveis para ela e para o bebê. O papel do profissional é de suporte, orientação e facilitação, construindo um vínculo de confiança que promova a saúde e o bem-estar da jovem.
O sigilo é crucial para estabelecer confiança, incentivar a busca por ajuda e garantir que a adolescente se sinta segura para expressar suas preocupações, sem medo de julgamento ou retaliação.
Sim, o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) garante o direito ao atendimento e ao sigilo para adolescentes, que possuem autonomia progressiva para decisões sobre sua saúde, especialmente em situações como gravidez.
O Médico de Família é central no acolhimento, diagnóstico, início do pré-natal e acompanhamento longitudinal, oferecendo suporte integral e articulando a rede de apoio para a adolescente e sua família.
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