PSU-MG - Processo Seletivo Unificado de Minas Gerais — Prova 2025
Paciente de 42 anos, grávida de 38 semanas e quatro dias, foi admitida na maternidade com queixa de contrações. Foi internada e acompanhada segundo partograma abaixo: Trata-se de gestação única, o feto encontra-se cefálico e o peso fetal estimado pela ultrassonografia há dois dias foi 3.705g. É hipertensa e diabética, e a gravidez se deu após tratamento de FIV (fertilização in vitro). As comorbidades estão bem controladas e não houve intercorrências durante o pré-natal. O exame físico e os exames laboratoriais não tinham alterações dignas de nota, Assinale a alternativa CORRETA.
Rotação interna fetal → ODT para OP é um mecanismo fisiológico essencial para o parto vaginal.
A alternativa correta descreve uma evolução fisiológica do trabalho de parto, onde a dilatação cervical completa (10 cm) é atingida e o feto realiza a rotação interna, passando de uma variedade de posição transversa (ODT) para uma anterior (OP), que é a mais favorável para o desprendimento. Este é um dos mecanismos essenciais do parto.
O trabalho de parto é um processo fisiológico complexo que envolve uma série de eventos coordenados para permitir a passagem do feto pelo canal de parto. A avaliação da sua evolução é fundamental para garantir a segurança materno-fetal, sendo o partograma uma ferramenta essencial para o monitoramento. A compreensão dos mecanismos do parto, incluindo a rotação interna e as variedades de posição fetal, é crucial para a assistência obstétrica. Os mecanismos do parto incluem insinuação, descida, flexão, rotação interna, desprendimento e rotação externa. A rotação interna é um evento chave, onde a cabeça fetal, que geralmente se insinua em uma posição transversa ou oblíqua, gira para uma posição anteroposterior (occipitopúbica - OP) ou posterior (occipitossacra - OS) para se alinhar com o maior diâmetro da pelve inferior. A variedade de posição Occipito Direita Transversa (ODT) para Occipitopúbica (OP) é um exemplo de rotação interna fisiológica. A análise do partograma permite identificar se a dilatação cervical e a descida fetal estão ocorrendo dentro dos limites esperados. A dilatação completa do colo uterino (10 cm) marca o início do período expulsivo. A identificação da variedade de posição fetal e a observação da rotação interna são realizadas pelo toque vaginal e são indicativos de um trabalho de parto com progressão adequada, favorecendo o parto vaginal.
A rotação interna é um dos mecanismos do parto, onde a cabeça fetal gira para alinhar seu diâmetro anteroposterior com o diâmetro anteroposterior da pelve materna. É crucial para que o feto possa se encaixar e progredir pelo canal de parto, geralmente de uma posição transversa para uma anterior (OP) ou posterior (OS).
As variedades de posição mais comuns no início do trabalho de parto são as oblíquas e transversas, como Occipito Esquerda Anterior (OEA), Occipito Direita Anterior (ODA), Occipito Esquerda Transversa (OET) e Occipito Direita Transversa (ODT).
O partograma é uma ferramenta gráfica que registra a dilatação cervical, a descida da apresentação fetal e a frequência das contrações, permitindo monitorar a progressão do trabalho de parto e identificar precocemente desvios da normalidade, como distócias.
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