UFAM/HUGV - Hospital Universitário Getúlio Vargas - Manaus (AM) — Prova 2015
No tratamento inicial do grande queimado qual item deve ser evitado?
Grande queimado → Evitar tranquilizantes que deprimem o SNC e mascaram sinais vitais essenciais.
No tratamento inicial do grande queimado, a prioridade é a estabilização do paciente (ABCDE), reposição volêmica agressiva e controle da dor. O uso de tranquilizantes deve ser evitado, pois podem deprimir o sistema nervoso central, mascarar alterações neurológicas importantes e comprometer a avaliação do estado de consciência e da via aérea, que são cruciais nesses pacientes.
O grande queimado é uma emergência médica que exige atendimento rápido e sistematizado para minimizar a morbidade e mortalidade. A avaliação inicial segue os princípios do ABCDE do trauma, com foco na via aérea, respiração, circulação (reposição volêmica), avaliação neurológica e exposição do paciente, prevenindo a hipotermia. A extensão e profundidade da queimadura determinam a gravidade e o manejo. A fisiopatologia do grande queimado envolve uma resposta inflamatória sistêmica maciça, perda de barreira cutânea, desidratação e risco de infecção. O diagnóstico da extensão é feito pela regra dos nove ou Lund-Browder. A reposição volêmica, geralmente com a fórmula de Parkland, é vital para prevenir o choque hipovolêmico. A analgesia é fundamental, mas o uso de tranquilizantes que deprimem o sistema nervoso central deve ser evitado. O tratamento inicial inclui a remoção de roupas e joias, resfriamento breve da lesão, cobertura com curativos estéreis e encaminhamento para um centro de queimados. A monitorização contínua dos sinais vitais, débito urinário e estado neurológico é essencial. Evitar tranquilizantes permite uma avaliação precisa do nível de consciência e da função respiratória, prevenindo complicações e orientando a conduta.
As prioridades seguem o protocolo ABCDE: Avaliação da via aérea e respiração, Circulação (reposição volêmica), Avaliação neurológica e Exposição com prevenção de hipotermia. O controle da dor é fundamental.
O resfriamento é importante para interromper o processo de queimadura, mas deve ser breve (até 10 minutos) e com água em temperatura ambiente. Em grandes queimados, o resfriamento excessivo pode levar à hipotermia, uma complicação grave que piora o prognóstico.
A dor é intensa em pacientes queimados e seu controle adequado é crucial para o conforto e a cooperação do paciente. Opioides intravenosos são a escolha principal, administrados com cautela e monitoramento da função respiratória.
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