ESP CE - Escola de Saúde Pública do Ceará — Prova 2016
No paciente grande queimado, é fundamental a antibioticoterapia, visando a cobertura para os seguintes microorganismos:
Grande queimado → alto risco de infecção por S. aureus (precoce) e Pseudomonas (tardia).
Pacientes grandes queimados são imunocomprometidos e têm a barreira cutânea comprometida, tornando-os altamente suscetíveis a infecções. Os principais patógenos são Staphylococcus aureus (incluindo MRSA) nas fases iniciais e Pseudomonas aeruginosa nas fases mais tardias, exigindo cobertura antibiótica empírica adequada.
Pacientes grandes queimados representam um desafio clínico complexo, com a infecção sendo a principal causa de morbidade e mortalidade. A perda da barreira cutânea e a imunossupressão sistêmica os tornam extremamente vulneráveis a uma ampla gama de microrganismos, exigindo vigilância e manejo antimicrobiano adequados. A flora bacteriana em queimaduras evolui com o tempo. Inicialmente, predominam bactérias gram-positivas da pele, como Staphylococcus aureus (incluindo cepas resistentes a meticilina - MRSA). Com a progressão da lesão, internação prolongada e procedimentos invasivos, há uma mudança para gram-negativos, como Pseudomonas aeruginosa, que é notória por sua resistência e capacidade de formar biofilmes, além de Enterobacteriaceae como E. coli e Klebsiella. A antibioticoterapia empírica em grandes queimados deve ser de amplo espectro, cobrindo esses patógenos predominantes, e ajustada conforme culturas e antibiogramas. A vigilância constante para sinais de sepse, o desbridamento precoce do tecido necrótico e a cobertura adequada da ferida são cruciais para o controle da infecção e melhoria do prognóstico, minimizando a resistência antimicrobiana.
Os principais patógenos em infecções de grandes queimados são Staphylococcus aureus (incluindo cepas resistentes à meticilina - MRSA) nas fases iniciais e Pseudomonas aeruginosa, juntamente com outras bactérias gram-negativas, nas fases mais tardias da internação.
A antibioticoterapia em pacientes queimados geralmente é iniciada de forma empírica na suspeita de infecção ou sepse, não sendo recomendada como profilaxia rotineira devido ao risco de seleção de cepas resistentes. O tratamento é ajustado após resultados de culturas e antibiogramas.
Staphylococcus aureus é comum devido à colonização da pele e sua capacidade de causar infecções invasivas. Pseudomonas aeruginosa é um patógeno oportunista que prospera em ambientes úmidos, é intrinsecamente resistente a muitos antibióticos e forma biofilmes, dificultando o tratamento e sendo uma causa frequente de sepse tardia em queimados.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo