AFAMCI - Hospital dos Plantadores de Cana (RJ) — Prova 2015
O gradiente hepatoportal é uma medida indireta da pressão portal. Admite-se que o gradiente hepatoportal superior a determinado valor, em mmHg, significa risco de sangramento iminente. Qual seria este valor em mmHg?
Hipertensão portal: Gradiente hepatoportal ≥ 12 mmHg → risco sangramento varicoso.
O gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) é a melhor medida indireta da pressão portal. Um GPVH igual ou superior a 12 mmHg está associado a um risco significativamente aumentado de sangramento por varizes esofágicas, sendo um limiar importante para intervenção.
A hipertensão portal é uma complicação grave da cirrose hepática, caracterizada pelo aumento da pressão na veia porta. Sua principal consequência clínica é o desenvolvimento de varizes esofágicas e gástricas, que podem sangrar de forma catastrófica, com alta morbimortalidade. A compreensão da fisiopatologia e dos marcadores de risco é crucial para o manejo. O gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) é a medida indireta mais confiável da pressão portal. Um GPVH ≥ 10 mmHg define hipertensão portal clinicamente significativa, associada a complicações como ascite e encefalopatia. No entanto, o limiar de 12 mmHg é particularmente crítico, pois indica um risco iminente de sangramento por varizes esofágicas, demandando estratégias de profilaxia primária. O manejo da hipertensão portal envolve a profilaxia do sangramento (com betabloqueadores não seletivos ou ligadura elástica endoscópica), tratamento das complicações (ascite, encefalopatia) e, em casos selecionados, o transplante hepático. A monitorização do GPVH pode guiar o tratamento e avaliar a resposta terapêutica em alguns contextos.
É a diferença de pressão entre a veia porta e a veia hepática, refletindo indiretamente a pressão na circulação portal. É um indicador chave da gravidade da hipertensão portal.
Um gradiente de 12 mmHg ou mais indica hipertensão portal clinicamente significativa e um risco elevado de sangramento por varizes esofágicas, exigindo profilaxia.
O diagnóstico é clínico, laboratorial e de imagem, mas a medida direta do gradiente de pressão venosa hepática (GPVH) é o padrão-ouro para quantificar a gravidade.
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