INTO - Instituto Nacional de Traumatologia e Ortopedia Jamil Haddad (RJ) — Prova 2024
Um paciente de 50 anos está internado na enfermaria de clínica médica para investigação de caso de ascite. Exames laboratoriais demonstram albumina sérica de 3,6g/dL. Foi realizada paracentese que evidenciou líquido ascítico com proteína total de 3,2g/dL, albumina de 2,4g/dL e 500 células com 1% de polimorfonucleares. O diagnóstico mais provável para a ascite é:
GASA > 1,1 g/dL + Proteína total ascítica > 2,5 g/dL → Ascite por IC descompensada.
O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA ou SAAG) é a ferramenta mais importante para diferenciar ascite por hipertensão portal (GASA > 1,1 g/dL) de outras causas. A proteína total no líquido ascítico ajuda a refinar o diagnóstico dentro do grupo de alto GASA.
Ascite é o acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, sendo uma manifestação comum de diversas condições médicas. A etiologia mais frequente é a cirrose hepática, mas outras causas importantes incluem insuficiência cardíaca, neoplasias, tuberculose peritoneal e síndrome nefrótica. A investigação da ascite é crucial para o diagnóstico e manejo adequados do paciente. A fisiopatologia da ascite envolve desequilíbrios nas forças de Starling, resultando em extravasamento de líquido para a cavidade peritoneal. A hipertensão portal é um mecanismo chave na cirrose e na insuficiência cardíaca. A paracentese diagnóstica é o procedimento padrão-ouro para investigar a causa da ascite, analisando características como celularidade, proteína total e albumina. O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA ou SAAG) é a ferramenta mais importante para diferenciar ascite por hipertensão portal (GASA ≥ 1,1 g/dL) de outras causas (GASA < 1,1 g/dL). No caso apresentado, GASA = 3,6 - 2,4 = 1,2 g/dL (alto GASA, indicando hipertensão portal). A proteína total no líquido ascítico é de 3,2 g/dL (alta). A combinação de alto GASA e alta proteína total é característica de ascite por insuficiência cardíaca descompensada. A contagem de polimorfonucleares de 1% (5 células/mm³) afasta peritonite bacteriana espontânea. O tratamento da ascite é direcionado à causa subjacente, com diuréticos e restrição de sódio sendo pilares no manejo da ascite cirrótica e cardíaca.
O GASA é calculado subtraindo a albumina do líquido ascítico da albumina sérica (Albumina Sérica - Albumina Ascítica). Um GASA ≥ 1,1 g/dL indica ascite por hipertensão portal (cirrose, insuficiência cardíaca), enquanto um GASA < 1,1 g/dL sugere outras causas (peritonite carcinomatosa, tuberculose, síndrome nefrótica).
Em ascites com GASA ≥ 1,1 g/dL, a proteína total ajuda a diferenciar. Se > 2,5 g/dL, sugere ascite cardíaca. Se < 2,5 g/dL, sugere cirrose hepática.
A PBE deve ser suspeitada em pacientes com cirrose e ascite que apresentam febre, dor abdominal, alteração do estado mental ou piora da função renal. O diagnóstico é confirmado por paracentese com contagem de polimorfonucleares (PMN) no líquido ascítico ≥ 250 células/mm³.
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