HEDA - Hospital Estadual Dirceu Arcoverde (PI) — Prova 2019
Paciente de 64 anos de idade, procura o pronto-socorro por estar evoluindo com aumento progressivo de volume abdominal nas últimas duas semanas, o que tem lhe causado desconfortos abdominal e respiratório. Nega febre, sangramentos e alteração das funções eliminatórias. Não tem sinais / sintomas de encefalopatia hepática e informa que é a primeira vez que apresenta esse quadro. É diabética em uso de insulina e nega consumo de álcool e o uso de outras medicações de forma contínua. Ao exame físico, observa-se a presença de ascite volumosa e uma paracentese de alívio e diagnóstica indicada. Considerando a análise do líquido ascítico e seu manuseio, pode-se concluir que
GASA ≥ 1,1 g/dL = hipertensão portal (cirrose, ICC, etc.). GASA < 1,1 g/dL = sem hipertensão portal (neoplasia, TB).
O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é o melhor método para diferenciar a ascite causada por hipertensão portal (GASA ≥ 1,1 g/dL) da ascite não relacionada à hipertensão portal (GASA < 1,1 g/dL), com alta acurácia diagnóstica.
A ascite é o acúmulo patológico de líquido na cavidade peritoneal, sendo uma manifestação comum de diversas doenças, principalmente a cirrose hepática. A paracentese diagnóstica é fundamental para determinar a etiologia da ascite e guiar o tratamento. O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é a ferramenta mais acurada para diferenciar a ascite causada por hipertensão portal da ascite não relacionada à hipertensão portal. Ele é calculado subtraindo a concentração de albumina no líquido ascítico da concentração de albumina sérica. Um GASA ≥ 1,1 g/dL indica a presença de hipertensão portal, com uma acurácia superior a 90%. As causas mais comuns de ascite com GASA alto são cirrose, insuficiência cardíaca e síndrome de Budd-Chiari. Por outro lado, um GASA < 1,1 g/dL sugere que a ascite não é causada por hipertensão portal, sendo as etiologias mais comuns a carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal, pancreatite e síndrome nefrótica. A dosagem de proteína total no líquido ascítico, embora útil, é menos acurada que o GASA para essa diferenciação. O manejo da ascite depende de sua causa subjacente, e o GASA é um passo crucial no algoritmo diagnóstico.
O GASA é calculado subtraindo-se a concentração de albumina no líquido ascítico da concentração de albumina sérica (GASA = Albumina sérica - Albumina ascítica). Um valor ≥ 1,1 g/dL indica hipertensão portal.
Condições com GASA alto incluem cirrose hepática, insuficiência cardíaca congestiva, síndrome de Budd-Chiari, hepatite alcoólica e metástases hepáticas maciças.
Condições com GASA baixo incluem ascite por carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal, pancreatite, síndrome nefrótica e mixedema.
Responda esta e mais de 150 mil questões comentadas no MedEvo — a plataforma de residência médica com IA.
Responder questão no MedEvo