UFAL/HUPAA - Hospital Universitário Prof. Alberto Antunes (AL) — Prova 2020
Qual o valor do gradiente albumina soro-ascite (GASA) indica a etiologia da ascite como hipertensão portal?
GASA > 1,1 g/dL indica ascite por hipertensão portal (ex: cirrose). GASA < 1,1 g/dL sugere outras causas.
O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é um indicador crucial para diferenciar a etiologia da ascite. Um GASA maior que 1,1 g/dL é altamente sugestivo de ascite por hipertensão portal, enquanto um valor menor que 1,1 g/dL aponta para outras causas, como carcinomatose peritoneal ou tuberculose peritoneal.
A ascite, acúmulo de líquido na cavidade peritoneal, é uma complicação comum de diversas condições médicas, sendo a cirrose hepática a causa mais frequente. O diagnóstico etiológico da ascite é crucial para o manejo adequado do paciente. A paracentese diagnóstica, com análise do líquido ascítico, é um procedimento fundamental nesse processo, e o Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é o parâmetro mais importante a ser avaliado. O GASA reflete a diferença de pressão oncótica entre o soro e o líquido ascítico, sendo um indicador direto da presença de hipertensão portal. Um GASA ≥ 1,1 g/dL (ou 11 g/L) é altamente preditivo de ascite por hipertensão portal, com uma acurácia superior a 95%. Isso ocorre porque a hipertensão portal leva a um aumento da pressão hidrostática nos sinusoides hepáticos e nos capilares esplâncnicos, forçando um transudato rico em água e eletrólitos, mas pobre em proteínas, para a cavidade peritoneal. Condições como cirrose, insuficiência cardíaca congestiva e síndrome de Budd-Chiari são exemplos de causas de ascite com GASA elevado. Por outro lado, um GASA < 1,1 g/dL sugere que a ascite não é causada por hipertensão portal. Nesses casos, a ascite é geralmente um exsudato, com maior concentração de proteínas no líquido ascítico, indicando um processo inflamatório ou neoplásico que aumenta a permeabilidade capilar peritoneal. Exemplos incluem carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal, pancreatite e síndrome nefrótica. A correta interpretação do GASA é um conhecimento indispensável para residentes, pois orienta a investigação diagnóstica e o plano terapêutico, evitando erros e otimizando o cuidado ao paciente com ascite.
O GASA é a diferença entre a concentração de albumina no soro e a concentração de albumina no líquido ascítico. Ele é calculado subtraindo-se a albumina do líquido ascítico da albumina sérica (GASA = Albumina sérica - Albumina ascítica).
Um GASA maior que 1,1 g/dL indica que a ascite é causada por hipertensão portal, que pode ser decorrente de cirrose, insuficiência cardíaca grave, síndrome de Budd-Chiari, entre outras condições que aumentam a pressão hidrostática nos capilares hepáticos e mesentéricos.
Ascites com GASA menor que 1,1 g/dL geralmente não são causadas por hipertensão portal. As etiologias comuns incluem carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal, pancreatite, síndrome nefrótica e outras condições que aumentam a permeabilidade capilar peritoneal ou diminuem a produção de albumina.
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