FMABC - Faculdade de Medicina do ABC Paulista (SP) — Prova 2023
A paracentese com análise do líquido ascítico é o método mais eficaz para determinação da sua etiologia, sendo o gradiente albumina soro-ascite (GASA) um dos primeiros parâmetros utilizados nessa análise. Assinale a alternativa que apresenta uma etiologia associada a um gradiente (GASA) elevado (≥1,1 g/dL).
GASA ≥1,1 g/dL → Ascite por hipertensão portal (ex: ascite cardíaca, cirrose).
O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é um parâmetro crucial na avaliação da ascite. Um GASA elevado (≥1,1 g/dL) indica que a ascite é causada por hipertensão portal, como na cirrose ou na ascite cardíaca, onde a pressão hidrostática elevada força o transudato para a cavidade peritoneal.
A ascite, acúmulo patológico de líquido na cavidade peritoneal, é uma manifestação comum de diversas condições médicas, sendo a cirrose hepática a causa mais frequente. A paracentese diagnóstica com análise do líquido ascítico é o método padrão-ouro para determinar sua etiologia, essencial para o manejo adequado. O Gradiente Albumina Soro-Ascite (GASA) é o primeiro e mais importante parâmetro a ser avaliado, com alta acurácia na diferenciação entre ascite por hipertensão portal e outras causas. A fisiopatologia da ascite com GASA elevado (≥1,1 g/dL) está ligada à hipertensão portal, onde o aumento da pressão hidrostática nos capilares hepáticos e esplâncnicos, juntamente com a vasodilatação esplâncnica e a retenção renal de sódio e água, leva ao extravasamento de um transudato para a cavidade peritoneal. Exemplos incluem cirrose e ascite cardíaca, onde a insuficiência ventricular direita causa congestão hepática e aumento da pressão venosa central. O diagnóstico diferencial é crucial para o tratamento específico. O tratamento da ascite depende da sua etiologia. Para ascite de alto GASA, o manejo geralmente envolve restrição de sódio, diuréticos e, em casos refratários, paracentese de grande volume ou TIPS (shunt portossistêmico intra-hepático transjugular). O prognóstico varia amplamente com a causa subjacente. Pontos de atenção incluem a prevenção da peritonite bacteriana espontânea (PBE), uma complicação grave da ascite cirrótica, e a monitorização da função renal e eletrólitos.
O GASA é o parâmetro mais importante para diferenciar a ascite causada por hipertensão portal (GASA ≥1,1 g/dL) daquela não relacionada à hipertensão portal (GASA <1,1 g/dL), direcionando a investigação etiológica.
As principais causas de ascite com GASA elevado incluem cirrose hepática, insuficiência cardíaca (ascite cardíaca), síndrome de Budd-Chiari, hepatite alcoólica grave e metástases hepáticas maciças.
Etiologias de ascite com GASA baixo incluem carcinomatose peritoneal, peritonite tuberculosa, ascite pancreática, síndrome nefrótica, ascite quilosa e outras causas de inflamação peritoneal ou hipoalbuminemia.
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