HE Jayme Neves - Hospital Escola Jayme dos Santos Neves (ES) — Prova 2021
Na avaliação do diagnóstico diferencial da ascite, a paracentese e análise do líquido de ascite são fundamentais. Assim, são causas de gradiente albumina sérica-ascite ≥ 1,1, EXCETO ascite secundária à:
GASA ≥ 1,1 indica ascite por hipertensão portal (cirrose, ICC, Budd-Chiari); GASA < 1,1 indica outras causas (nefrótica, neoplásica).
O Gradiente Albumina Sérica-Ascite (GASA) é crucial para diferenciar a etiologia da ascite. Um GASA alto (≥ 1,1 g/dL) sugere hipertensão portal, enquanto um GASA baixo (< 1,1 g/dL) aponta para causas não relacionadas à hipertensão portal, como a síndrome nefrótica, onde a ascite é resultado da hipoalbuminemia sistêmica.
A ascite é o acúmulo patológico de líquido na cavidade peritoneal, sendo uma manifestação comum de diversas doenças. Sua etiologia é variada, e a correta identificação é crucial para o manejo adequado do paciente. A paracentese diagnóstica, com a subsequente análise do líquido ascítico, é o método mais eficaz para determinar a causa da ascite, especialmente através do cálculo do Gradiente Albumina Sérica-Ascite (GASA). O GASA é calculado subtraindo a concentração de albumina no líquido ascítico da concentração de albumina sérica. Um GASA ≥ 1,1 g/dL indica que a ascite é causada por hipertensão portal, seja por doença hepática (como cirrose, síndrome de Budd-Chiari) ou por causas cardíacas (insuficiência cardíaca congestiva, pericardite constritiva). Já um GASA < 1,1 g/dL sugere que a ascite não é decorrente de hipertensão portal, sendo comum em condições como síndrome nefrótica, carcinomatose peritoneal, tuberculose peritoneal ou pancreatite. Entender essa distinção é vital para direcionar a investigação e o tratamento, evitando erros diagnósticos e terapêuticos.
As principais causas de ascite com GASA alto (≥ 1,1 g/dL) são aquelas associadas à hipertensão portal, como cirrose hepática, insuficiência cardíaca congestiva, pericardite constritiva e síndrome de Budd-Chiari.
A síndrome nefrótica causa ascite devido à hipoalbuminemia grave, que leva à diminuição da pressão oncótica plasmática e extravasamento de líquido para o terceiro espaço. Como não há hipertensão portal, o GASA permanece baixo (< 1,1 g/dL).
A paracentese diagnóstica é fundamental para analisar o líquido ascítico, permitindo calcular o GASA e outras análises (celularidade, proteínas, cultura) que auxiliam no diagnóstico etiológico e na detecção de complicações como a peritonite bacteriana espontânea.
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