UFPA/HUJBB - Hospital Universitário João de Barros Barreto - Belém (PA) — Prova 2020
Homem de 40 anos apresenta-se com queixa de crises de monoartrites recorrentes. O quadro iniciou há 2 anos, já tendo acometido o joelho esquerdo, a primeira metatarsofalangeana esquerda, o punho direito e o joelho direito, nesta sequência. Faz uso de anti-inflamatórios com melhora das queixas em cerca de 5 a 7 dias, permanecendo assintomático entre as crises. Atualmente, está em crise com dor, calor e rubor há 2 dias no joelho direito. Nega febre e seu estado geral é bom. Neste momento, a medicação a ser prescrita é a(o):
Crise aguda de gota → AINEs (ex: Nimesulida) são a primeira linha para alívio rápido da dor e inflamação.
O paciente apresenta um quadro clássico de gota aguda, com monoartrites recorrentes em articulações típicas (primeira metatarsofalangeana, joelho, punho) e melhora com anti-inflamatórios. Durante uma crise aguda, o objetivo principal é o alívio rápido da dor e da inflamação. Anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) são a primeira linha de tratamento, e a nimesulida é um exemplo de AINE que pode ser prescrito.
A gota é uma doença inflamatória crônica causada pela deposição de cristais de monourato de sódio nas articulações e tecidos moles, resultante de hiperuricemia. As crises agudas de gota são caracterizadas por episódios súbitos e intensos de dor, calor, rubor e inchaço, geralmente em uma única articulação, sendo a primeira metatarsofalangeana (podagra) a mais frequentemente acometida. O diagnóstico é clínico, baseado na história de monoartrites recorrentes e resposta a anti-inflamatórios, embora a confirmação definitiva seja pela identificação de cristais de urato no líquido sinovial. O manejo da crise aguda de gota tem como objetivo principal o alívio rápido da dor e da inflamação. Os anti-inflamatórios não esteroides (AINEs), como a nimesulida, são a primeira linha de tratamento, sendo eficazes na redução dos sintomas em poucos dias. Outras opções incluem a colchicina, especialmente se iniciada nas primeiras 24-36 horas do início dos sintomas, e corticosteroides, que podem ser administrados oralmente ou por via intra-articular em casos refratários ou quando AINEs são contraindicados. É crucial para residentes entender que os medicamentos que reduzem o ácido úrico (hipouricemiantes), como o alopurinol, probenecide ou benzobromarona, não são usados para tratar a crise aguda. Pelo contrário, seu início ou ajuste durante uma crise pode paradoxalmente piorar o quadro. Esses fármacos são indicados para o tratamento crônico da gota, visando manter os níveis de ácido úrico abaixo de 6 mg/dL e prevenir futuras crises, e devem ser iniciados somente após a resolução completa da crise aguda.
Uma crise aguda de gota se manifesta com dor intensa, súbita e geralmente noturna, calor, rubor e inchaço em uma única articulação, mais comumente a primeira metatarsofalangeana (podagra). Pode acometer também joelhos, tornozelos e punhos. A dor é excruciante e a articulação fica extremamente sensível ao toque.
O tratamento da crise aguda visa aliviar a dor e a inflamação rapidamente, utilizando AINEs, colchicina ou corticosteroides. O tratamento crônico, por outro lado, busca reduzir os níveis séricos de ácido úrico para prevenir futuras crises e danos articulares, utilizando medicamentos como alopurinol (inibidor da xantina oxidase) ou probenecide/benzobromarona (uricosúricos).
A terapia hipouricemiante deve ser iniciada após a resolução completa da crise aguda de gota, geralmente 2 a 4 semanas depois. Iniciar durante a crise pode precipitar ou prolongar o episódio inflamatório. Em pacientes que já utilizam a terapia, ela deve ser mantida na mesma dose durante a crise, sem ajustes.
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