PMFI - Prefeitura Municipal de Foz do Iguaçu (PR) — Prova 2021
Leia as sentenças abaixo sobre gonorréia e clamídia: I) O local mais comumente acometido por gonococos e clamídias é a cérvice uterina, embora infecções ascendentes do trato geniturinário que levam a endometrite, salpingite e perihepatites sejam também denominadores comuns das complicações de ambas as enfermidades. II) Os corpúsculos reticulares formados pelos gonococos correspondem à forma metabolicamente ativa deste agente bacteriano, cujo ciclo intracelular obrigatório leva ao dano celular do epitélio infectado e ao desencadeamento do quadro inflamatório característico da doença. III) Bactérias com características de Gram negativas em formato de cocos dispostos em dupla são os agentes etiológicos causadores das variantes clínicas de clamídia, sejam os quadros acometendo o trato geniturinário, como uretrite e cervicite, sejam os danos a tecidos em outros locais, como artrites, conjuntivites e pneumonia. IV) A existência e ação de diferentes cepas bacterianas responde pela diversidade de quadros patológicos causados por Chlamydia tracomatis, tais como linfogranuloma venéreo, conjuntivite e pneumonia intersticial atípica. Estão corretas as assertivas:
Clamídia e gonorreia causam cervicite e DIP; corpúsculos reticulares são de clamídia, gonococos são diplococos Gram-negativos.
Gonorreia e clamídia são ISTs comuns com manifestações clínicas semelhantes, como cervicite e doença inflamatória pélvica. É crucial diferenciar seus agentes etiológicos: Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo, enquanto Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular obrigatória com ciclo de vida bifásico (corpúsculo elementar e reticular).
Gonorreia e clamídia são as infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) bacterianas mais comuns, com grande impacto na saúde pública devido às suas complicações reprodutivas e sequelas a longo prazo. Ambas podem causar cervicite, uretrite e, se não tratadas, infecções ascendentes como doença inflamatória pélvica (DIP), que pode levar à infertilidade e gravidez ectópica. É fundamental diferenciar os agentes etiológicos. Neisseria gonorrhoeae é um diplococo Gram-negativo, que não possui ciclo intracelular obrigatório como a clamídia. Por outro lado, Chlamydia trachomatis é uma bactéria intracelular obrigatória, caracterizada por um ciclo de vida bifásico envolvendo corpúsculos elementares (infecciosos) e corpúsculos reticulares (metabolicamente ativos). A diversidade de cepas de Chlamydia trachomatis explica a variedade de quadros clínicos, que vão desde infecções genitais e oculares (conjuntivite de inclusão) até o linfogranuloma venéreo (uma IST mais grave com linfadenopatia regional) e pneumonia em neonatos expostos durante o parto. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado são cruciais para prevenir complicações e a disseminação dessas ISTs.
Ambos os agentes acometem mais comumente a cérvice uterina em mulheres e a uretra em homens, podendo causar infecções ascendentes como endometrite, salpingite e perihepatite (síndrome de Fitz-Hugh-Curtis).
Os corpúsculos elementares são a forma infecciosa e metabolicamente inativa da Chlamydia, enquanto os corpúsculos reticulares são a forma metabolicamente ativa e replicativa dentro da célula hospedeira.
Chlamydia trachomatis pode causar uretrite, cervicite, doença inflamatória pélvica, linfogranuloma venéreo, conjuntivite de inclusão e pneumonia intersticial atípica em neonatos.
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